Inteligibilidade ou homogeneidade linguística entre cinyungwe, cinyanja e cisena: uma análise sincrónica
Intelligibility or linguistic homogeneity among Cinyungwe, Cinyanja, and Cisena: a synchronic analysis
Palabras clave:
Inteligibilidade Mútua, Homogeneidade Linguística, Análise Sincrónica, Línguas BantuResumen
A presente pesquisa analisou o grau de homogeneidade e inteligibilidade mútua entre Cinyungwe, Cinyanja e Cisena no contexto urbano da Cidade de Tete. O estudo surgiu da necessidade de compreender se a proximidade entre estas línguas bantu é meramente superficial ou se assenta numa homogeneidade estrutural profunda que facilite a comunicação interdialetal. Para o efeito, o estudo traçou como objectivos específicos: i) identificar as características comuns entre as línguas envolvidas no estudo (Cinyungwe, Cinyanja e Cisena); ii) descrever as propriedades distintivas entre Cinyungwe, Cinyanja e Cisena; e iii) explicar os contextos convergentes que determinam a inteligibilidade ou homogeneidade linguística entre Cinyungwe, Cinyanja e Cisena. Sob a fundamentação teórica da Sociolinguística Variacionista e da Sincronia, adoptou-se uma metodologia de natureza mista, combinando a análise quantitativa de itens lexicais com a análise qualitativa a partir de inquéritos e testes linguísticos (produção provocada, a título de exemplo), aplicados a uma amostra de 30 informantes entre jovens, adultos e idosos. Os resultados demonstraram uma elevada similaridade morfossintática (superior a 80%), embora a inteligibilidade lexical seja assimétrica e influenciada pelo prestígio do Cinyungwe na região. Concluiu-se que está em curso um processo de koineização na Cidade de Tete, caracterizado pelo surgimento de uma norma urbana híbrida que funde as variantes locais e integra empréstimos do Português, garantindo a vitalidade linguística através da acomodação e do hibridismo funcional.
******
This research analyzed the degree of similarity and mutual intelligibility between Cinyungwe, Cinyanja, and Cisena in the urban context of Tete City. The study arised from the need to understand whether the proximity between these Bantu languages is merely superficial or based on a deep structural homogeneity that facilitates interdialectal communication. To this end, the study established the following specific objectives: i) to identify the common features among the languages involved in the study (Cinyungwe, Cinyanja, and Cisena); ii) to describe the distinctive properties between Cinyungwe, Cinyanja, and Cisena; and iii) to explain the convergent contexts that determine the linguistic intelligibility or homogeneity among Cinyungwe, Cinyanja, and Cisena. Under the theoretical framework of Variationist Sociolinguistics and Synchrony, a mixed-methodology was adopted, combining quantitative analysis of lexical items with qualitative analysis of surveys and elicited production tests applied to a sample of 30 informants including youth, adults, and the elderly. The results demonstrate high morphosyntactic similarity (above 80%), although lexical intelligibility is asymmetrical and influenced by the prestige of Cinyungwe in the region. The study concludes that a process of koineization is underway in Tete City, characterized by the emergence of a hybrid urban norm that merges local variants and integrates Portuguese loanwords, ensuring linguistic vitality through accommodation and functional hybridism.
Descargas
Citas
Calvet, L. (2002). A Sociolinguística. São Paulo: Parábola Editorial.
Casad, E. H. (1987). Dialect Intelligibility Testing. Summer Institute of Linguistics (SIL) University of Texas at Arlington.
Chambers J. K. & Trudgill, P. (2004). Dialectology. (2ª ed.). United Kingdom: Cambridge University Press.
Crystal, D. (2008). A Dictionary of Linguistics and Phonetics. (6ª ed.). EUA: Blackwell Publishing.
Cunha, C., & Cintra, L. F. L. (2005). Nova Gramática do Português Contemporâneo. (18ª ed.). Portugal: João Sá da Costa.
Cunha, C., & Cintra, L. F. L. (2017). Nova Gramática do Português Contemporâneo. (7ª ed.). Rio de Janeiro: Lexicon.
Faria, I. H., Pedro, E. R., Duarte, I., & Gouveia, C. A. M. (1996). Introdução à Linguística Geral e Portuguesa. (2ª ed.). Lisboa: Editorial Caminho, SA.
Giles, H. (1973). Accent mobility: A model of social evaluation. Anthropological Linguistics.
Labov, W. Sociolinguistic Patterns. (1972). Philadelphia: University of Pennsylvania Press.
Labov, W. (2008). Padrões sociolinguísticos. (Tradução Bagno, M., Scherre, M. M. P. Cardoso, C. R.). São Paulo: Parábola Editorial.
Mateus, M. H. M., Brito, A. M., Duarte, I. & Faria, I. H. (2003). Gramática da Língua Portuguesa. (5ª ed.). Lisboa: Caminho Lisboa.
Mufwene, S. (2001). The Ecology of Language Evolution. Cambridge University Press.
Ngunga, A. (2014). Introdução à Linguística Bantu. (Universidade Eduardo Mondlane). Maputo: Imprensa Universitária.
Ngunga, A., Manuel, C., Langa, D., Machungo, I & Câmara, C. L. da. (2021). Relatório do IV Seminário sobre a Padronização da Ortografia de Línguas Moçambicanas. Maputo: Editores.
Saussure, F. de. (2006). Curso de Linguística Geral. (27ª ed.). (Organizado por Bally, C., Sechehaye, A., com a colaboração de Riedlinger, A., tradução de Chelini, A., Paes, J. P., Blikstein, I.). São Paulo: Cultrix.
Siegel, J. (1985). Koine formation. Anthropological Linguistics.
Swadesh, Morris. (1952). Proceedings of the American Philosophical Society. (Lexico-statistic dating of prehistoric ethnic contacts: with special reference to North American Indians). Vol. 96.
Swadesh, Morris. (1955). International Journal of American Linguistics. (Towards greater accuracy in lexico-statistic dating). Vol. 21.
Weinreich, U. (1953). Languages in Contact: Findings and Problems. New York.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 NJINGA&SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
Los autores que publican en esta revista aceptan los siguientes términos:
Los autores mantienen los derechos de autor y otorgan a la revista el derecho a la primera publicación, siendo el trabajo simultáneamente licenciado bajo la Licencia de Atribución Creative Commons, que permite compartir el trabajo con reconocimiento de la autoría del trabajo y la publicación inicial en esta revista.
Se autoriza a los autores a asumir contratos adicionales por separado, para la distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicado en esta revista (p. Ej., Publicación en repositorio institucional o como capítulo de libro), con reconocimiento de autoría y publicación inicial en esta revista.
Se permite y se anima a los autores a publicar y distribuir su trabajo en línea (por ejemplo, en repositorios institucionales o en su página personal) en cualquier momento antes o durante el proceso editorial, ya que esto puede generar cambios productivos, así como aumentar el impacto y cita del trabajo publicado (Ver El efecto del acceso abierto).