Prática do ovitele, ukoi e suas implicações no Município da Bibala

Práctica de ovitele, ukoi y sus implicaciones en el Municipio de Bibala

Autores

  • Júlio Marcente Carlos Instituto Superior Politécnico Sinodal -Angola

Palavras-chave:

Ovitele, Ukoi, Implicações

Resumo

Este artigo visar descrever a prática do ovitele, ukoi e suas implicações no Município da Bibala, especificamente em avaliar a percepção de alguns moradores daquela municipalidade sobre essas práticas. A ideia é de contribuir sobre os desvios ou infidelidade do casamento no grupo etnolinguístico Ovanhaneca, apresentando as sansões e saber diante do sobado o que pagar em cada uma das situações. Muito embora o foco da abordagem seja ovitele e ukoi, como prática do desvio do casamento entre os Nhaneca, assim para uma visão global sobre o casamento, pensa-se ser oportuno olhar para outras formas ou modalidades de casamentos, assim, em quatro perspectivas: quanto à literatura, à luz do direito positivo angolano, à luz da religião cristã e finalmente do ponto de vista do direito costumeiro bantu. O ovitele e o ukoi têm sido uma prática repetida. Para o desenvolvimento do artigo, realizou-se um estudo do tipo descritivo, cujos instrumentos de recolha de dados foram a entrevistas e o formulário. A questão do ukoi e ovitele é um assunto sério que pode envolver consequências graves por parte de quem cometeu, para tal é importante que se pague, pois se assim não for, o infrator e membros da sua família correm o risco de passarem por sucessivos problemas de saúde e até morte, por isso, a família também fica envolvida nesses casos.

******** 

Este artículo tiene como objetivo describir la práctica del ovitele, ukoi y sus implicaciones en el Municipio de Bibala, específicamente evaluar la percepción de algunos residentes de ese municipio sobre estas prácticas. La idea es contribuir con los desvíos o infidelidades del matrimonio en el grupo etnolingüístico Ovanhaneca, presentando las sanciones y conociendo ante el sobado qué pagar en cada una de las situaciones. Aunque el enfoque del estudio sea el ovitele y el ukoi, como práctica de desviación del matrimonio entre los Nhaneca, para una visión global del matrimonio, se cree oportuno mirar otras formas o modalidades de matrimonio, así, desde cuatro perspectivas: a la luz de la literatura, a la luz del derecho positivo angoleño, a la luz de la religión cristiana y finalmente desde el punto de vista del derecho consuetudinario bantú. Ovitele y ukoi han sido una práctica repetida. Para desarrollar el artículo se realizó un estudio descriptivo, cuyos instrumentos de recolección de datos fueron la entrevista y el formulario. El tema del ukoi y el ovitele es un asunto serio que puede implicar graves consecuencias para el agresor, por lo que es importante que pague, porque de no hacerlo, el agresor y los miembros de su familia corren el riesgo de sufrir sucesivos problemas de salud e incluso la muerte, por lo que la familia también se ve involucrada en estos casos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Júlio Marcente Carlos, Instituto Superior Politécnico Sinodal -Angola

Sociólogo e investigador angolano, formado em Sociologia da Educação pelo Instituto Superior Politécnico Sinodal (ISPS), no Lubango, província da Huíla. É investigador do Centro de Investigação e Desenvolvimento Local (CIDEL), uma unidade de investigação do Instituto Superior Politécnico Sinodal (ISPS), onde desenvolve estudos dedicados à compreensão dos fenómenos sociais e das dinâmicas de transformação da sociedade angolana. A sua produção científica incide sobre diferentes problemáticas sociais, com particular atenção às transformações socioculturais, educação, juventude, migração, participação sociopolítica, morte e luto, instituições tradicionais, redes sociais, sistema prisional, resistência cultural, desenvolvimento socioeconómico e questões relacionadas com a saúde e a família. Tem participado na produção de artigos científicos e no desenvolvimento de pesquisas orientadas para a análise crítica dos fenómenos sociais, procurando contribuir para a compreensão da realidade angolana e para a produção de conhecimento científico comprometido com a transformação social.

Referências

Angola. Código da Família - Lei n.º 1/88, de 20 de Fevereiro.

Bahu, H. A. (2013). Os quadros angolanos em Portugal. Lisboa: Edições Colibri.

Carlos, J. (2024). Impacto das redes sociais sobre o papel dos ondjangos na regulamentação social. RAC: Revista Angolana de Ciências, 6(2).

Ghiggi, G.; Kavaya, M., (2012). Otchiwo, Ondjango e círculos de cultura: das práticas de resistência a constituição da educação libertadora. Diálogos Angola/Brasil. Círculos sem Fronteiras, v. 12, nº 2, p. 364 – 375.

Gumbe, I. G. (2021). A resistência cultural nos Ovimbundu de Benguela através dos ritos funerários. Monografia apresentada ao Instituto superior de Ciências da Educação – Huíla.

Javela, A. K. (2022). As práticas ritualísticas do casamento nas

comunidades ovimbundo da população de Caconda, aldeia de Chicambi. Trabalho de fim do curso apresentado para a obtenção do grau de Licenciatura em ensino de História - ISCED – Huíla.

Lakatos, E. M. & Marconi, M. A. (1990). Sociologia Geral. 6.ed. São Paulo:Atlas.

Lusitano, G. S. T. (2021). O Casamento dos Nyaneka Nkumbi, do Subgrupo Ovankumbi da Matala: Um Estudo Exploratório. Monografia apresentada no ISCED-HUÍLA.

Marconi, M. A. & Presotto (2011). Antropologia: uma introdução. 7ª Edição. Editora Atlas: São Paulo.

Orvalho, L. (2021). Seminário Metodologias de Investigação Metodologia científica com base na pesquisa tecnológica. ISTEC do Porto - Instituto Superior de Tecnologias Avançadas do Porto.

Pahula. J. & Mupinga, G. (2002). 1º Encontro sobre autoridades tradicionais em Angola.

Sabonete, F. W. (2010). Construção do Estado - Nação Angola: Inter étnica nhaneka-Humbe na guerra civil. Dissertação para mestrado na Universidade Federal de Pernambuco.

Downloads

Publicado

12-09-2026

Como Citar

Carlos, J. M. (2026). Prática do ovitele, ukoi e suas implicações no Município da Bibala: Práctica de ovitele, ukoi y sus implicaciones en el Municipio de Bibala. JINGA SEPÉ: evista nternacional e ulturas, Línguas fricanas rasileiras (ISSN: 2764-1244), 6(1), 140–154. ecuperado de https://revistas.unilab.edu.br/njingaesape/article/view/2173

Edição

Seção

SEÇÃO II – CULTURA, IDENTIDADE, TRADIÇÃO E PRÁTICAS COMUNITÁRIAS