Representação do ensino da escrita nos manuais escolares do I Ciclo do Ensino Secundário da disciplina de Língua Portuguesa em Angola
Ondingãleho yuhandiki kondalukilo lua longi yo Pondokelo vofeka yosikola yotete eteke lyelongiso lyosikundali mo Angola
Mots-clés :
Ensino da escrita, manuais escolares/didácticos, didáctica da línguaRésumé
Importa refletir sobre as práticas de ensino da escrita patrocinadas pelos manuais escolares/didáticos, num contexto como o de Angola, pois se configura como condição necessária para o aperfeiçoamento do material, da posição da escola e das práticas pedagógicas. Assim, a presente pesquisa, intitulada: representação do ensino da escrita nos manuais escolares do I Ciclo do Ensino Secundário da disciplina de Língua Portuguesa em Angola tem como objetivo verificar como o ensino da escrita é representado nos manuais da disciplina de Língua Portuguesa no I Ciclo do Ensino Secundário no contexto angolano. Para tal, antes da metodologia de pesquisa, fez-se a contextualização teórica e legal sobre o que se espera da competência de escrita de um estudante a frequentar esse ciclo de ensino. Para a sua materialização, optou-se pela análise de conteúdo, de Bardin, uma metodologia de enfoque qualitativo, com duas categorias de análise, nomeadamente: (1) atividades ligadas ao modelo de redação tradicional; (2) atividades baseadas em gêneros com orientações para a sua operacionalização. Os resultados obtidos evidenciam que, apesar de algumas atividades responderem à segunda categoria, maior parte responde à primeira, sendo o ensino da escrita, nos manuais analisados, marcado pela artificialidade, por uma escrita sem destinatários além do professor, pela teatralização e descontextualização.
*****
Cikola okusukepekela ovilinga viokulongisa okulivanga okuhandika , viaveluka movimanuwa viosikola/vididaktiku , vekalo limue ndeti lia Angola, momo cipa eyengeleli limue lipamia unene oco ovina viaveluka, ononkhono viosikola, novilinga viopetagogia vipuekwe. Ndeteci, olohumbahumba eli, lina onjila yavo: ondingãleho yuhandiki kondalukilo lua longi yo Pondokelo vofeka yosikola yotete eteke lyelongiso lyosikundali mo Angola lialola okuvela ndoco okuhandika civeluka movimanuwa vio Lingua Pondokelo vocikola cotete ciolongi covikola viepamo lekalo liangola. Oco, esongolilo ololembwe violohumbahumba, kwalingilwa ocimatamata ca teoria lelembwe oco kuvelekwe ovina vinhatewa vina okuhandika okuenda komunthu wina wapita ocikola cina cene. Oco cinhinge, kwatondolwa oñele ya Bardin, onjila yimue ya kwalitatibo, lonjila yavali yokunhingila, ndeci: (1) ovilinga viakonekelwa kuleli luondaka (modelo) luokukala vupange luokutua (2) ovilinga viakonekelwa komitue yovipuka viovipama viokufetika vupange uo. Ovivetelo viaveluka viavelela okuti, nda ovilinga vimue viavelela konjila onhinhi (onha), ovilinga vialua viavelela konjila yotete, okulongisa okuhandika, movimanuwa vianhingilwa, kwalukukile konjila yokulingilila, pokuhandika utondele kakuenje, pokutukula eteatulizasiya ledeskontextualizasiya.
Téléchargements
Références
Antunes, I. (Jan./Jun. de 2001). Língua, ensino e cidadania. Revista FAEEBA Revista do Departamento de Educação, 15, 49-54. https://www.revistas.uneb.br/index.php/faeeba/issue/view/242/141.
Azevedo, F. J. (2015). Metodologia da Língua Portuguesa. Plural Editores.
Barbeiro, L. (2001). Escrita: construir a aprendizagem. CiED.
Bardin, L. (1977). Análise do conteúdo. Edições 70.
Carvalho, J. A. (1999). O Ensino da Escrita: das teorias às práticas pedagógicas. Braga: CeEP - UMinho.
Carvalho, J. A. (2003). Escrita - Percursos de investigação. Braga: CEEP - Uminho.
Delgado-Martins, M. R. (2008). "Eu falo, tu ouves, ele lê, nós escrevemos". Em M. R. Delgado-Martins, D. R. Pereira, A. I. Mata, M. A. Costa, L. Pistra, & I. Sim-Sim, Para uma didáctica do português: seis estudos de linguística. Colibri.
Estatística, I. N. (2025). Resultados definitivos do recenseamento geral da população e habitação 2024. Instituto Nacional de Estatística.
Figueiredo, O. (2005). Didáctica do Português Língua Materna: dos programas de ensino às teorias, das teorias às práticas (1 ed.). Edições ASA.
Mesquita, H. d., & Pedro, G. (2014a). Língua Portuguesa 7.ª classe - manual do aluno. Texto Editores.
Mesquita, H., & Pedro, G. (2014b). Língua Portuguesa 8.ª classe - Manual do aluno. Editora das Letras.
Mesquita, H., & Pedro, G. (2014c). Língua Portuguesa 9.ª classe -manual do aluno. Editora das Letras.
Pires, M. C. (2003). A influência do manual escolar no conhecimento profissional do professor: um estudo no primeiro ciclo do ensino básico. Santiago de Compostela. Fonte: https://files.core.ac.uk/download/pdf/153416707.pdf
Sonhi, G. P. (2025). Ensino da Escrita. In: Manico, A. A.; Cassanda,C; Sonhi, G.P.; Silva, J.C; Gomes, O.J. (Org.). Metodologia de Ensino da Língua Portuguesa: Desafios, Reflexões e Possibilidades (pp. 131-199). Luanda: kusoneka.
Angola, Lei n.º 17/16 de 7 de outubro – Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino – Diário da República I Série N.º 170 de 7 de Outubro de 2016.
Téléchargements
Publiée
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
© NJINGA&SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras 2026

Ce travail est disponible sous licence Creative Commons Attribution - Pas d'Utilisation Commerciale - Pas de Modification 4.0 International.
Les auteurs qui publient dans cette revue acceptent les conditions suivantes:
Les auteurs conservent le droit d'auteur et accordent à la revue le droit de première publication, l'œuvre étant simultanément concédée sous licence Creative Commons Attribution License, qui permet le partage de l'œuvre avec reconnaissance de la paternité de l'œuvre et publication initiale dans ce magazine.
Les auteurs sont autorisés à assumer séparément des contrats supplémentaires, pour la distribution non exclusive de la version de l'ouvrage publié dans cette revue (par exemple, publication dans un référentiel institutionnel ou en tant que chapitre de livre), avec reconnaissance de la paternité et publication initiale dans cette revue.
Les auteurs sont autorisés et encouragés à publier et distribuer leurs travaux en ligne (par exemple dans des référentiels institutionnels ou sur leur page personnelle) à tout moment avant ou pendant le processus éditorial, car cela peut générer des changements productifs, ainsi que citation des travaux publiés (voir l'effet du libre accès).