Análise contrastiva dos parâmetros linguísticos das línguas de sinais: um estudo comparativo entre a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Gestual Portuguesa

A Contrastive Analysis of the Linguistic Parameters of Sign Languages: A Comparative Study between Brazilian Sign Language and Portuguese Sign Language

Autores/as

Palabras clave:

Libras, LGP, Parametros Linguisticos, Estudos contrastivos

Resumen

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O presente artigo tem como objetivo analisar, de forma contrastiva, os parâmetros linguísticos fundamentais da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e da Língua Gestual Portuguesa (LGP), destacando as suas especificidades estruturais e funcionais. A pesquisa fundamenta-se em estudos da Linguística das Línguas de Sinais, com base em Quadros e Karnopp (2004), Felipe (2006), Ferreira-Brito (1995), Pegô (2021) e Bettencourt (1992), considerando a organização gramatical visual-espacial dessas línguas. A metodologia adotada combina revisão bibliográfica com análise descritiva e comparativa de exemplos reais de uso, focalizando os parâmetros: configuração de mão, movimento, orientação, localização, expressões não manuais e articulação-boca. Os resultados demonstram que, embora Libras e LGP compartilhem características comuns por serem línguas visuais, apresentam diferenças significativas no uso do espaço, na formação morfológica e na iconicidade, aspectos que influenciam diretamente a compreensão e a produção dos sinais. Conclui-se que estudos contrastivos entre essas línguas contribuem para avanços teóricos na área, além de favorecer práticas pedagógicas bilíngues e o desenvolvimento de recursos acessíveis para as comunidades surdas brasileira e portuguesa.

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This article aims to contrastively analyze the fundamental linguistic parameters of the Brazilian Sign Language (Libras) and the Portuguese Sign Language (LGP), highlighting their structural and functional specificities. The research is grounded in Sign Language Linguistics, based on the works of Quadros and Karnopp (2004), Felipe (2006), Ferreira-Brito (1995), Pegô (2021) and Bettencourt (1992). The methodology combines bibliographic review with descriptive and comparative analysis of real examples, focusing on the following parameters: handshape, movement, orientation, location, non-manual markers, and mouth articulation. The results show that, although Libras and LGP share visual-spatial linguistic features, they present significant differences regarding spatial use, morphological formation and iconicity, which directly influence sign comprehension and production. The study concludes that contrastive analyses between sign languages contribute to theoretical advancements and to the development of accessible bilingual pedagogical practices for deaf communities in Brazil and Portugal.

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This article aims to contrastively analyze the fundamental linguistic parameters of the Brazilian Sign Language (Libras) and the Portuguese Sign Language (LGP), highlighting their structural and functional specificities. The research is grounded in Sign Language Linguistics, based on the works of Quadros and Karnopp (2004), Felipe (2006), Ferreira-Brito (1995), Pegô (2021) and Bettencourt (1992). The methodology combines bibliographic review with descriptive and comparative analysis of real examples, focusing on the following parameters: handshape, movement, orientation, location, non-manual markers, and mouth articulation. The results show that, although Libras and LGP share visual-spatial linguistic features, they present significant differences regarding spatial use, morphological formation and iconicity, which directly influence sign comprehension and production. The study concludes that contrastive analyses between sign languages contribute to theoretical advancements and to the development of accessible bilingual pedagogical practices for deaf communities in Brazil and Portugal.

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Biografía del autor/a

Josy Vitória de Sousa Macêdo, Universidade Federal do Amapá - Brasil

Doutoranda em Linguística pela Universidade de Évora (UÉ), Portugal, e Mestra em Linguística pela Universidade de Brasília (UnB), desenvolvendo pesquisas na área de Língua de Sinais, Léxico e Terminologia. É professora surda e atua no ensino de Libras para estudantes surdos e ouvintes na Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). É Graduada em Letras-Libras pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), polo Universidade Federal do Ceará (UFC), e Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). Possui Especialização em Docência no Ensino Superior pela Universidade Estadual do Pará (UEPA) e Especialização em Gestão Escolar pela UNISABER. É certificada pelo PROLIBRAS (nível médio e superior). Atualmente, é professora do curso de Letras/Libras/Português da UNIFAP, onde ministra Libras e coordena um projeto de extensão de cursinho preparatório para vestibular, voltado para estudantes surdos, com foco em Português escrito para surdos/as. Atua também como Coordenadora do Curso de Letras-Libras e Bacharelado EaD da UFSC, no polo UNIFAP, e é integrante do Conselho Universitário da UNIFAP (CONSU). Seus interesses de pesquisa incluem: Linguística das Línguas de Sinais, Terminologia e Terminografia, Lexicologia e Lexicografia, ensino de Libras, educação bilíngue para surdos, materiais didáticos acessíveis, glossários e dicionários especializados, bem como línguas de sinais internacionais.

Maria João B. Marçalo, Universidade de Évora -Portugal

Possui doutorado em Linguística pela Universidade de Évora (2005). Pós doutorado pela Carneggie Mellon University (USA, 2009). Provas de Agregação em Linguística, Universidade de Évora, 2012, Mestrado em Linguística Portuguesa, Universidade de Évora (1992) Graduação em Línguas e Literaturas Modernas, Português/ Inglês, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1983-1987). Docente na Universidade de Évora, Portugal. Idealizadora e criadora, com Maria Célia Lima Hérnandes do evento Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa. Participou na organização do I e do II SIMELP (São Paulo USP, e Évora, UÉvora). É diretora do Doutoramento em Linguística na Universidade de Évora desde 2014 e vice-presidente da Associação Internacional de Linguística do Português desde 2017.

Citas

BETTENCOURT, José. Gestuário de Língua Gestual Portuguesa. Lisboa, 1992.

FERREIRA-BRITO, Lucinda. Por uma gramática de Língua de Sinais. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1995.

FELIPE, Tanya Amara. Dicionário Digital da Língua Brasileira de Sinais. 2. ed. Rio de Janeiro: Instituto Nacional de Educação de Surdos, 2009.

PÊGO, Carolina Ferreira. Articulação-boca na Libras: um estudo tipológico semântico-funcional. 2021. 158 f. Tese (Doutorado em Linguística), Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis,2021.

QUADROS, Ronice; KARNOPP, Lodenir. Língua de Sinais Brasileira: Estudos Linguísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004.

Publicado

03-08-2026

Cómo citar

Macêdo, J. V. de S. ., & Marçalo, M. J. B. (2026). Análise contrastiva dos parâmetros linguísticos das línguas de sinais: um estudo comparativo entre a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Gestual Portuguesa: A Contrastive Analysis of the Linguistic Parameters of Sign Languages: A Comparative Study between Brazilian Sign Language and Portuguese Sign Language. NJINGA&SEPÉ: evista nternacional e ulturas, Línguas fricanas rasileiras, 6(Especial I). ecuperado a partir de https://revistas.unilab.edu.br/njingaesape/article/view/2844