BIO-GEO-GRAFIAS “INCOMUNS”: quando o rio é Oxum.
Palavras-chave:
ancestralidade, contra-colonial, quilombo-urbanoResumo
A manifestação da energia vital cultivada pelo quilombo anima seres vivos e não vivos, perturbando a lógica ocidental de organização da vida e amplificando o campo da (r)existência. A compreensão do rio como um ente que participa das relações de parentescos exige comprometimento e relações de cuidados com o ambiente não necessariamente entendidas pelo mundo ocidental. Aqui busca-se compreender como a “bio-geo-grafia” elaborada pelas memórias quilombolas cria outros modos de fazer pensar, agir, marcar e grafar o território e como se dão as relações de disputa e composição da cidade, propondo um exercício imaginativo com as seguintes suposições: E se os quilombolas fossem convidados à mesa de negociação das decisões que impactam suas vidas nos espaços urbanos? E se fossem escutados e pudessem narrar oficialmente sua cosmovisão de mundo? As comunidades quilombolas elaboram sofisticadas formas de viver mesmo em situações arruinadas pelo mundo capitalista e podem inspirar outras relações territoriais.