BIO-GEO-GRAFIAS “INCOMUNS”: quando o rio é Oxum.

Autores

Palavras-chave:

ancestralidade, contra-colonial, quilombo-urbano

Resumo

 A manifestação da energia vital cultivada pelo quilombo anima seres vivos e não vivos, perturbando a lógica ocidental de organização da vida e amplificando o campo da (r)existência. A compreensão do rio como um ente que participa das relações de parentescos exige comprometimento e relações de cuidados com o ambiente não necessariamente entendidas pelo mundo ocidental. Aqui busca-se compreender como a “bio-geo-grafia” elaborada pelas memórias quilombolas cria outros modos de fazer pensar, agir, marcar e grafar o território e como se dão as relações de disputa e composição da cidade, propondo um exercício imaginativo com as seguintes suposições: E se os quilombolas fossem convidados à mesa de negociação das decisões que impactam suas vidas nos espaços urbanos? E se fossem escutados e pudessem narrar oficialmente sua cosmovisão de mundo? As comunidades quilombolas elaboram sofisticadas formas de viver mesmo em situações arruinadas pelo mundo capitalista e podem inspirar outras relações territoriais.

Biografia do Autor

Patrícia Gonçalves Pereira, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

Patrícia Gonçalves Pereira. Doutoranda em Desenvolvimento Rural pela UFRGS. Professora na rede estadual de educação do RS. Integra  o Laboratório Urgente de Teorias Armadas (LUTA - NEABI/UFRGS) e o Coletivo de mulheres para leitura e criação de textualidades não-canônicas (SUPORTE). Lattes: <http://lattes.cnpq.br/7544831803621776>. 

Pâmela Marconatto Marques , Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

Possui doutorado e pós-doutorado em Sociologia pela UFRGS. É Socióloga e Professora adjunta na UFRGS. Integra os GTs CLACSO Pensamiento crítico caribeño sobre raza y racismo e Autonomias, Territorios y Memorias: geopolíticas en disputa; e o Laboratório Urgente de Teorias Armadas (LUTA - NEABI/UFRGS). Coordena o Coletivo de mulheres para leitura e criação de textualidades não-canônicas (SUPORTE). Lattes:< http://lattes.cnpq.br/1897652370021397

José Carlos Gomes dos Anjos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

Possui doutorado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pós-doutorado em Ecole Normale Superieure de Paris. É Antropólogo, Sociólogo e Professor titular na UFRGS. Coordena o Laboratório Urgente de Teorias Armadas (LUTA - NEABI/UFRGS). Atualmente se envereda pelos Estudos Críticos de Raça. Na área da cooperação acadêmica internacional vem atuando em Programas de pós-graduação da Universidade De Cabo Verde, tendo participado da elaboração do primeiro curso de Doutoramento da Uni-CV. Lattes: <http://lattes.cnpq.br/8743307347624567

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Publicado

30-01-2026