A trajetória de lutas das mulheres negras no Brasil e na América Latina e algumas notas sobre os desafios educacionais à igualdade étnico-racial e de gênero.

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Resumo

O objetivo aqui é a contextualização histórica e o diálogo sobre as singularidades das lutas das mulheres negras: pelo reconhecimento, afirmação e valorização de suas identidades, pela igualdade e justiça na superação dos efeitos sociais do patriarcado e da escravidão e especialmente pela exortação de suas pautas de lutas e direitos no âmbito do Movimento Negro, assim como fundamento crítico a uma educação antirracista e antissexista. Algumas das principais autoras e intelectuais negras que nos guiarão nessa disposição são: Lélia Gonzalez (1935-1994), Sueli Carneiro (1950-), Matilde Ribeiro (1960-), Luiza Bairros (1953-2016), bell hooks (1952-2021), Patricia Hill Collins (1948-), Angela Davis (1944-) e María Lugones (1944-2020), num breve panorama crítico e histórico do movimento feminista negro e anti-hegemônico. Pretendemos, com isso, evidenciar as questões que distinguem o feminismo negro do movimento feminista branco e hegemônico, ao mesmo tempo em que expormos os eixos de opressão que tradicional e repetidamente se cruzam contra as mulheres negras, compondo a trama particular de suas lutas e resistências.

Biografia do Autor

Francisco Vítor Macêdo Pereira , UNILAB

Professor de Filosofia do Instituto de Humanidades da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - IH/UNILAB

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Publicado

30-01-2026 — Atualizado em 31-01-2026

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