O esporte como inclusão de gênero e a interseccionalidade nos países africanos-Palop
Palavras-chave:
interseccionalidade, gênero/esporte, ÁfricaResumo
O presente estudo pauta-se como resultado de pesquisa pós-doutoral, financiado por órgãos de fomento à pesquisa, desenvolvido na UNILAB (Nordeste brasileiro) pelo seu contexto de integração com países africanos e com grande número de estudantes da África-PALOP (Países africanos de língua oficial portuguesa) - sendo a população desta pesquisa mulheres de origem africana. Teórico-metodologicamente se fundamenta em estudos decoloniais, feminismos africanos e feminismos negros, utiliza o método de intervenção, entrevistas e observação in loco. Recorta como principal território a Guiné-Bissau e o futebol como a modalidade esportiva por ser globalmente lugar do homem, machocêntrico, heterossexual e branco (no Ocidente). E como se caracteriza em países africanos? Objetiva-se discutir e difundir conhecimentos a respeito de inclusão e interseccionalidades no esporte na África, destacando as relações de gênero, trabalho e poder. Nos resultados, as concepções de gênero e esporte na África-PALOP representadas pelo futebol em Guiné-Bissau, apresentou-se como lugar de conflito, insubmissão e empoderamento e suscita pensar em ressignificação da tradição. Tais fatores impulsionaram algumas inclusões de gênero, estas, integralmente são negras, provocando refletir em um modelo de inclusão sem a perspectiva do racismo. Contudo, há complexidade.