RESISTÊNCIA EPISTÊMICA E EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: SABERES AFRICANOS NA CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM CRÍTICA NA PERSPECTIVA MATEMÁTICA
Palavras-chave:
Extensão, Africanidades, EtnomatemáticaResumo
O projeto Escola Sem Fronteiras, realizado pelo Instituto Federal de São Paulo em parceria com a EMEF Espaço de Bitita, atende estudantes do 8º e 9º anos em situação de vulnerabilidade social, buscando fortalecer a aprendizagem, ampliar a valorização cultural e democratizar o acesso ao ensino técnico público. Em 2023, foram desenvolvidas atividades, delimitadas pelo subprojeto África e Africanidades na perspectiva Matemática, com os estudantes do 8º ano, que articularam conteúdos matemáticos a elementos culturais africanos, orientadas pela pedagogia histórico-crítica e pelos princípios da extensão universitária. A indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão evidenciou-se no estudo prévio de artigos, na elaboração das ações pelos bolsistas e na socialização dos resultados com a comunidade. A interação dialógica ocorreu no planejamento conjunto com a escola parceira e na mostra aberta ao público. As contribuições matemáticas abrangeram geometria plana e espacial, operações básicas, proporção, fração, simetria, plano cartesiano, equação, percepção de padrões e análise combinatória, além do raciocínio lógico-dedutivo, aplicados em atividades como Arte em Papercraft (geometria e escala), Livro de Receitas Afro-Brasileiras (proporção e fração), Papiro de Ahmes, Máscaras Africanas (simetria e plano Cartesiano, Mancala (equações) e Búzios e Peneiras (padrões e análise combinatória). O caráter formativo destacou-se no desenvolvimento do pensamento matemático, na valorização das africanidades e na formação docente e social dos bolsistas, confirmando a relevância social da extensão universitária como prática crítica e transformadora.
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Orientadora: Profa. Dra. Vanessa Dias Moretti.
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