ATELIÊ DE ANTROPOLOGIA VIVA: UM ENTRELUGAR NA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA DA UNILAB
Palavras-chave:
Antropologia. Interculturalidade. Cooperação Internacional. Extensão Universitária. Performatividade.Resumo
Este relato de experiência apresenta o projeto de extensão Ateliê de Antropologia Viva, realizado na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) em Acarape-CE, entre 2023 e 2024. Concebido como um entre-lugar de aprendizado antropológico não formal, o Ateliê — desdobramento do "Projeto Teia" (2019) que buscava conectar saberes universitários e comunitários —, procurou trazer a integração dos indivíduos à vida social por meio de aspectos cognitivos, afetivos e volitivos do ser. A proposta integrou leituras de etnografias, criação de roteiros e performances inspiradas em Victor Turner (1982), organizadas a partir de uma "teia social performatizável". O projeto buscou estimular a expressão de saberes tradicionais e a criação artística coletiva, promovendo a autocompreensão por meio da relação com o "outro". A predominância de 44 estudantes guineenses no público-alvo transformou o Ateliê em um posto inovador de colaboração e contestação, exigindo adaptações metodológicas, como dinâmicas e músicas culturalmente ressonantes. Os resultados evidenciam a relevância do projeto como espaço formativo e intercultural, no qual dança, música e gestos se tornaram veículos para a emergência de novos signos de identidade e de integração acadêmica. Apesar de desafios como o engajamento inicial com leituras acadêmicas, o Ateliê consolidou-se como espaço vital de expressão e diálogo. Assim, reafirma-se o papel da extensão na Unilab como processo dialógico, descolonizador e internacionalizado, valorizando saberes comunitários e contribuindo para uma formação discente engajada e plural.
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