CIÊNCIAS SOCIAIS NO PERÍODO COLONIAL EM ANGOLA (1950 - 1974)
AS CIÊNCIAS SOCIAIS COMO SUSTENTÁCULO DA COLONIZAÇÃO PORTUGUESA EM ÁFRICA
Palavras-chave:
Ciências Sociais; Angola colonial; África.Resumo
Com o uso de uma abordagem qualitativa e método de pesquisa bibliográfica, este artigo objetiva analisar os fenômenos que marcaram a institucionalização das ciências sociais, bem como as primeiras instituições de investigação científicas na Angola colonial – evidenciando os seus objetivos e finalidades. Os resultados indicam que, durante o período colonial, as ciências sociais desempenharam o papel de instrumentos de auxílios e aparelhos ideológicos da administração colonial-fascista português. Quaisquer indicadores sociais como educação, esperança de vida, emprego e poder de compra ou demais indicadores econômicos levados a cabo naquele período eram dados levantados do perfil de uma ínfima parte da população, aquela de ascendência europeia. Essa minoria europeia era a única parte da população que se beneficiava de qualquer avanço verificável na Angola ocupada. Seja na educação, saúde, nos transportes e demais setores, eram obras para os portugueses étnicos que viviam em Angola, não para os angolanos. Assim sendo, a destruição do Estado colonial, uma entidade abominável institucional, estrutural e racialmente hierarquizada, tendo as populações de origem europeia no topo e os africanos, donos de fato da terra na base, era um desfecho inevitável. A independência é um patrimônio imaterial dos povos de Angola, cuja essência não pode ser questionada.