Horizontes Sociológicos Afro-Lusófonos https://revistas.unilab.edu.br/index.php/sociologia <p>A revista semestral Horizontes Sociológicos Afro-Lusófonos publica artigos originais em português e bilíngues (português/línguas africanas ou línguas indígenas), resultados de pesquisa conceitual e/ou empírica rigorosas, de autores/as graduados/as, mestres/as, doutores/as ou pesquisadores/as não acadêmicos/as de notório saber da área de ciências sociais, bem como experiências de ensino e extensão, resenhas, traduções, entrevistas, artes. A revista acolhe contribuições de todos os enfoques, tendências, perspectivas e propostas de interpretação nas diferentes vertentes epistemológicas e metodológicas, que analisem, reflitam, interpretem e compreendam criticamente a sociedade brasileira e dos países africanos de língua portuguesa em múltiplas dimensões, com disposição editorial aos temas interseccionais que articulem classe, raça, gênero, etnia, orientação sexual, nacionalidade, capacidade, faixa etária, meio ambiente, e outras conceitos analíticos importantes ao Sul Global. A revista é aberta a interlocução com outros campos do conhecimento, tais como a história, economia, educação, filosofia e artes, que dialoguem com a literatura das ciências sociais.</p> <p> </p> Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira pt-BR Horizontes Sociológicos Afro-Lusófonos TRANSGREDIR https://revistas.unilab.edu.br/index.php/sociologia/article/view/1987 Tito Ajuricaba Pereira Maciel Copyright (c) 2025 Horizontes Sociológicos Afro-Lusófonos 2025-02-27 2025-02-27 1 1 156 156 MARX E BOURDIEU https://revistas.unilab.edu.br/index.php/sociologia/article/view/2067 Guabiras / Gledson Ribeiro de Oliveira Copyright (c) 2025 Horizontes Sociológicos Afro-Lusófonos 2025-02-27 2025-02-27 1 1 157 157 O CURSO DE FORMAÇÃO POLÍTICA DE MULHERES NO SINSEMBA, CEARÁ https://revistas.unilab.edu.br/index.php/sociologia/article/view/1976 <p>Este artigo analisa uma experiência de educação popular efetivada por um pequeno sindicato em um município de Barreira, localizado no interior do estado do Ceará, voltada para a formação política de mulheres, em parceria com uma ação extensionista da UNILAB. Inicialmente, indica-se a gênese, a evolução e as características importantes do sindicato, apresentando o contexto e as ações que permitiram conceber e executar essa proposta educacional. Em seguida, apresenta-se a proposta, descrevendo as ações desenvolvidas e a metodologia aplicada, relacionando-a às referências da educação popular, nos marcos de Paulo Freire. A análise trabalha com dados gerados através de observação direta das situações de interação face a face, documentos, imagens, entrevistas realizadas e questionários aplicados. Avalia-se que a experiência foi inovadora, nos marcos da intervenção da UNILAB no Maciço de Baturité, e que o sindicato assume o caráter de um movimento social que agrega práticas tradicionais e inovadoras no campo do sindicalismo no Brasil.</p> Maria Edilene Santiago de Castro Eduardo Gomes Machado Copyright (c) 2025 Horizontes Sociológicos Afro-Lusófonos 2025-02-27 2025-02-27 1 1 141 155 EDITORIAL https://revistas.unilab.edu.br/index.php/sociologia/article/view/1906 Copyright (c) 2025 Horizontes Sociológicos Afro-Lusófonos 2025-02-27 2025-02-27 1 1 PEDAGOGIA DO OPRIMIDO AMBIENTAL https://revistas.unilab.edu.br/index.php/sociologia/article/view/2079 <p>A educação ambiental, em Moçambique, tem-se desenvolvido, predominantemente, como reacção às formas de degradação ambiental que, à primeira vista, resultam de acções individuais. Pouca atenção tem sido dada ao significado de fazer educação ambiental diante das formas de degradação ambiental advindas da mineração corporativa transnacional. Neste contexto, o presente artigo analisa as abordagens de educação ambiental nas comunidades afectadas pela mineração de carvão em Moatize, tomando como referência as campanhas da Justiça Ambiental, ONG moçambicana que resiste aos impactos socioambientais do extrativismo. O artigo adoptou uma abordagem qualitativa, com recurso a pesquisa bibliográfica e documental, entrevistas semiestruturadas, dirigidas a activistas residentes em Moatize. Os resultados mostram que a Justiça Ambiental promove capacitações, <em>workshops</em> e encontros de reflexão, nos quais aborda temas tais como a dimensão neocolonial da exploração de recursos em África, a insustentabilidade ambiental do extrativismo, as consequências sociais e ambientais da mineração, mudanças climáticas, direitos humanos, legislação sobre a terra, reassentamentos, activismo social, resistência e solidariedade comunitárias. Este quadro temático permite concluir que a Justiça Ambiental desenvolve processos pedagógicos ligados à educação ambiental crítica, emancipatória, transformadora, decolonial ou libertadora. No contexto social analisado, a educação ambiental é abordada como ferramenta de resistência contra a opressão ambiental corporativa.</p> <p>&nbsp;</p> Delso Vilanculos Copyright (c) 2025 Horizontes Sociológicos Afro-Lusófonos 2025-02-27 2025-02-27 1 1 03 22 O QUE É CURRICULARIZAÇÃO DA EXTENSÃO? https://revistas.unilab.edu.br/index.php/sociologia/article/view/1925 <p>Este artigo analisa a curricularização da extensão enquanto um processo educacional que integra atividades de extensão à grade curricular dos cursos de ensino superior brasileiro. Esse movimento tem ganhado força no Brasil, especialmente após a instituição da Resolução nº 7, de 2018, pelo Ministério da Educação (MEC), que estabelece diretrizes para essa incorporação. O método utilizado para a análise dos dados combinou a análise de conteúdo para os dados qualitativos e a análise estatística descritiva e inferencial para os dados quantitativos. Essa abordagem mista proporcionou uma compreensão mais rica e detalhada do fenômeno estudado, permitindo a triangulação de dados e a validação dos resultados obtidos. Essa metodologia mista, portanto, não apenas fortalece a confiabilidade dos achados, mas também proporciona insights mais profundos e abrangentes sobre a curricularização da extensão. A análise de conteúdo envolve a codificação e interpretação de dados textuais, como as leis que tratam da temática estudada, permitindo identificar padrões, temas recorrentes e significados subjacentes. Esse método possibilita uma compreensão aprofundada das percepções e experiências dos participantes em relação à curricularização da extensão.</p> Jucelia Bispo dos Santos Copyright (c) 2025 Horizontes Sociológicos Afro-Lusófonos 2025-02-27 2025-02-27 1 1 23 46 TRAJETÓRIAS DE JORNALISTAS NEGROS https://revistas.unilab.edu.br/index.php/sociologia/article/view/1985 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo compreende as trajetórias de jornalistas negras e negros que ingressaram em universidades públicas e privadas por meio de cotas raciais. A pesquisa tem como proposta enegrecer e observar a (re)construção de lugares seguros para a profissionalização, além do fortalecimento de redes de apoio, redes de resistências e redes de afroafeto. A partir de uma abordagem que considera a interseccionalidade de marcadores sociais, busca-se entender como as trajetórias de vida dos participantes interagem com suas aspirações e a construção de sua identidade profissional. O estudo relembra ainda a importância do movimento negro na luta pela educação e na luta antirracista, analisa as desigualdades entre brancos e pretos no Brasil e enriquece a discussão sobre as imagens de controle que afetam esses profissionais da comunicação, mas que refletem as vivências de boa parte da população brasileira em diáspora. Os resultados visam contribuir para a visibilidade e representatividade no campo da comunicação, além de colaborar com os estudos sobre “redes de afeto” e “trajetórias de vida”.</span></p> Ezequiel Nunes de Lima Jacqueline da Silva Costa Copyright (c) 2025 Horizontes Sociológicos Afro-Lusófonos 2025-02-27 2025-02-27 1 1 47 79 A SEXUALIZAÇÃO DO CORPO NEGRO GAY https://revistas.unilab.edu.br/index.php/sociologia/article/view/1934 <p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho examina como os discursos midiáticos contribuem para a hipersexualização e objetificação do corpo negro gay, limitando sua identidade e reforçando estereótipos raciais e sexuais. O estudo tem como objetivo analisar as representações visuais e textuais em plataformas digitais, como X- (ex-</span><em><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></em><span style="font-weight: 400;">), </span><em><span style="font-weight: 400;">Facebook </span></em><span style="font-weight: 400;">e </span><em><span style="font-weight: 400;">Reddit</span></em><span style="font-weight: 400;">, a partir de uma abordagem qualitativa e teórica, fundamentada nas teorias do discurso de Michel Foucault (1979), da representação cultural de Stuart Hall (1997) e da racialização de Frantz Fanon (1952). A metodologia utilizada envolve a análise crítica de imagens e comentários que retratam o corpo negro gay sob uma perspectiva fetichista. Os resultados indicam que tais representações perpetuam estigmas históricos que desumanizam esses indivíduos, confinando-os a um conjunto de atributos sexuais hiperbólicos. O artigo conclui que os discursos presentes nas mídias digitais reforçam as assimetrias de poder e a hegemonia racial, sugerindo a necessidade de uma revisão crítica dessas representações a fim de promover uma representação mais inclusiva e respeitosa da diversidade sexual e racial.</span></p> <p>&nbsp;</p> Francisco Arkires Silva do Nascimento Rafael Lima Vieira Copyright (c) 2025 Horizontes Sociológicos Afro-Lusófonos 2025-02-27 2025-02-27 1 1 80 94 CAMINHOS DA EDUCAÇÃO https://revistas.unilab.edu.br/index.php/sociologia/article/view/1984 <p>O estudo sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a Alfabetização de Jovens e Adultos (AJA) é fundamental para promover a inclusão social, combater a exclusão educacional e contribuir para o desenvolvimento humano e econômico sustentável das comunidades locais e globais. Nesse contexto, o presente estudo comparativo analisa a EJA no Brasil e a AJA na Guiné-Bissau, explorando suas práticas pedagógicas, políticas públicas, desafios e estratégias para a permanência dos alunos. Enfatizando a importância da flexibilidade curricular, formação docente especializada e apoio institucional, o estudo destaca a necessidade de abordagens adaptadas às realidades socioeconômicas e culturais de cada contexto para promover uma educação inclusiva e de qualidade para jovens e adultos.</p> Manuel Mfinda Pedro Marques Lívia Barbosa Pacheco Souza Copyright (c) 2025 Horizontes Sociológicos Afro-Lusófonos 2025-02-27 2025-02-27 1 1 95 111 EDUCAÇÃO POPULAR E ARTE https://revistas.unilab.edu.br/index.php/sociologia/article/view/1989 <p>Trata-se de um relato de experiência da pesquisadora com o Projeto<em> Literatura Brincante</em> apoiado pelo edital nº 10/2023 da Secretaria de Cultura e Turismo de Maracanaú, Lei Paulo Gustavo, com o objetivo de realizar oficina de literatura infantil para crianças de 4 (quatro) anos e 5 (cinco) anos a partir da perspectiva da Educação Popular (Freire, 1974). O objetivo principal é proporcionar vivências em <em>cantação</em> de histórias com a musicalidade de movimentos populares regionais e Afro-indígenas como: a capoeira angola, a roda de coco, maracatu e o teatro móvel para experimentar a musicalidade de diferentes formas dentro da sala de aula, com a utilização de métodos lúdicos que ofereçam alternativas para que todas as crianças descubram e desenvolvam suas habilidades afetivas, corporais e sociais. Trata-se de uma pesquisa empírica com uma abordagem descritiva qualitativa, tendo como área de concentração a atuação da Sociologia. &nbsp;Estabelecemos um diálogo com os (as) seguintes autores (as): Rose (1990); Martins (2004); Brito (2003); Copetti, Zanetti e Camargo (2011).</p> <p>&nbsp;</p> Silmara Lanai Copyright (c) 2025 Horizontes Sociológicos Afro-Lusófonos 2025-02-27 2025-02-27 1 1 112 126 O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO https://revistas.unilab.edu.br/index.php/sociologia/article/view/1997 <p>O trabalho traz uma reflexão sobre a educação como direito de todos. A pesquisa para a realização desse artigo teve como foco a educação especial e a inclusão escolar de alunos com deficiência, lançando um olhar sobre o Atendimento Educacional Especializado, que tem como objetivo eliminar barreiras para plena participação dos alunos. O AEE é apresentado pelo Ministério da Educação (MEC) como apoio alternativo complementar ou suplementar à escola, na perspectiva de colaborar para que a criança com deficiência possa superar limites intelectuais e atingir melhores níveis de abstração dentro da sala de ensino regular. A partir dessa perspectiva procurou-se investigar como o processo de inclusão ocorre neste atendimento, visando conhecer práticas docentes, bem como suas possibilidades e desafios. Do ponto de vista metodológico foi realizada pesquisa bibliográfica e documental, por meio da análise de documentos internacionais, leis nacionais, PPP, observações na escola, entrevista com uma professora do AEE. O campo de coleta de dados foi uma escola de ensino básico, localizada na cidade de Redenção-CE. A investigação possibilitou a percepção acerca da inclusão como um processo ainda em construção, sucitando reflexões sobre o que é assegurado como direito aos estudantes com deficiências e o que lhes é ofertado na prática do chão de escola.</p> Joverlania Santiago Nogueira Maria Alda de Sousa Alves Copyright (c) 2025 Horizontes Sociológicos Afro-Lusófonos 2025-02-27 2025-02-27 1 1 127 140