Autores
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Ezequiel Nunes de Lima
Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB)
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Jacqueline da Silva Costa
Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab)
Palavras-chave:
Jornalismo; Trajetórias de vida; Cotistas; Redes de Afroafeto; Apoio e Resistências.
Resumo
Este artigo compreende as trajetórias de jornalistas negras e negros que ingressaram em universidades públicas e privadas por meio de cotas raciais. A pesquisa tem como proposta enegrecer e observar a (re)construção de lugares seguros para a profissionalização, além do fortalecimento de redes de apoio, redes de resistências e redes de afroafeto. A partir de uma abordagem que considera a interseccionalidade de marcadores sociais, busca-se entender como as trajetórias de vida dos participantes interagem com suas aspirações e a construção de sua identidade profissional. O estudo relembra ainda a importância do movimento negro na luta pela educação e na luta antirracista, analisa as desigualdades entre brancos e pretos no Brasil e enriquece a discussão sobre as imagens de controle que afetam esses profissionais da comunicação, mas que refletem as vivências de boa parte da população brasileira em diáspora. Os resultados visam contribuir para a visibilidade e representatividade no campo da comunicação, além de colaborar com os estudos sobre “redes de afeto” e “trajetórias de vida”.
Biografia do Autor
Ezequiel Nunes de Lima, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB)
Afrolatinopindorâmico, filho de Francisca Celia, Maria Eliene e do mar de Aracati (Ceará, Brasil) e das políticas públicas. Técnico em Hospedagem (Escola Profissional de Aracati), Bacharel Interdisciplinar em Humanidades, com trabalho de conclusão de curso intitulado “Jornalistas Pretas e Pretos: (Re)construir lugares seguros para o fortalecimento de Redes de Apoio, Redes de Resistências e Redes de Afroafetos”, e licenciado em Sociologia, ambos pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB); pesquisador-colaborador da Rede de Estudos e Afrontamentos das Pobrezas, Discriminações e Resistências (reaPODERE), voluntário do Grupo de Extensão e Estudos Lélia Gonzalez, Presente! e co-criador do coletivo Comunicadores de Rua. Direciono, a partir de intersecções, transdisciplinaridades e afro narrativas, meus temas de interesse - Trajetórias de vida; Redes de afeto; Memórias; Lugares afetivos; Cultura digital; Turismo responsável e comunitário, entre outros - na construção colaborativa de pesquisas, cartografias e produções audiovisuais.
Jacqueline da Silva Costa, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab)
Sou Mulher, Preta, Feminista, Neta Cassiana de Souza e filha de Maria Constatina da Silva e Costa, Professora Adjunta da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, ligada ao do Instituto de Humanidades (UNILAB- IH- Ceará). Doutora em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) com bolsa do International Fellowships Program/Brasil (IFP) (2010). Mestre em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Licenciada em Letras pela Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) e em Pedagogia pela Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Membra fundadora e Pesquisadora do Núcleo de Estudos Africanos, Afrobrasileiros e Indígenas da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Neaabi/Unilab). Coordeno o Projeto de Extensão Lélia Gonzalez, Presente! Projeto de Formação intelectual e Política sobre Feminismos Negros, conhecimento e empoderamento de Mulheres Negras (Unilab-Ce). Integro o Grupo de Pesquisa: Rede de Estudos e Afrontamentos das Pobrezas, Discriminações e Resistências (reaPODERE) que desenvolve atividades de ensino crítico, pesquisa e extensão colaborativa, da da Unilab-Ceará. Integrante do Núcleo de Pesquisas e Estudos sobre o fenômeno religioso, Tierno Bokar, da Unilab-Ceará. Em 2008 atuei como consultora da Sempre Viva Organização Feminista (SOF) prestadora de serviço do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) do Governo Federal para formação em Gênero, Raça e etnia e assessoramento no acesso de políticas públicas para Trabalhadoras Rurais assistidas pelo Programa Nacional da Reforma Agrária. Coordenei o Núcleo de Estudos sobre Educação Gênero, Raça e Alteridade (NEGRA/UNEMAT) e hoje atuo como pesquisadora colaboradora. Sou pesquisadora colaboradora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFSCar. Atuei como coordenadora pedagógica do curso de Especialização em Relações Raciais Étnico Raciais, NEAB/Sead/UFSCar e tutora virtual do curso de aperfeiçoamento Gênero e Diversidade na Escola (GDE/UFSCar/Sead). Coordenei o Curso de Bacharelado em Humanidades (BHU/Unilab-Ceará). Tenho experiência em análise de trajetórias de vida e processos de racialização e experiência de estudantes negros em Educação e em Sociologia. Realiza pesquisas nos seguintes temas: Estudos pós-coloniais, Educação das Relações Étnico-raciais, Sociologia das Relações Étnico Raciais, Políticas Afirmativas no ensino superior, Literatura Negra, Estudos que articulam raça, etnia, classe, gênero e sexualidade e Feminismos Negros e a produção das Intelectuais negras no campo da Literatura, Educação e da Sociologia.