NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape <p>​A <strong>Revista Científica Njinga &amp; Sepé</strong> <strong>(ISSN: 2764-1244)</strong> foi criada em homenagem a Rainha africana Njinga Mbandi e ao guerreiro indígena brasileiro Sepé Tiarajú. A Revista respeita a Declaração Universal dos Direitos Linguísticos (1996), a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), A Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural (2002) e a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (2006).</p> <p>A <strong>Revista Njinga &amp; Sepé</strong> aceita e publica textos escritos em <strong>qualquer língua africana</strong> ou <strong>indígena brasileira</strong> e vídeos de línguas de sinais. Abre-se exceção especial para todas as línguas de Timor Leste por ser país parceiro da UNILAB. Os textos escritos em qualquer outra língua europeia (espanhol, francês, português ou inglês) deverão estar acompanhados de um resumo numa <strong>língua africana ou indígena brasileira</strong>. As línguas de sinais terão 2 resumos e um vídeo de no maximo 10 min. A Revista publicará um (1) volume por ano, com dois números (1º número. em maio e 2º número em outubro) e ocasionalmente um <strong>volume especial</strong> a depender da demanda dos autores e da Comissão Científica.</p> <p><em>A</em><strong> Revista Njinga &amp; Sepé </strong>é composta por seis (6) seções: <strong>Seção I</strong> - Artigos inéditos e traduções/interpretações; <strong>Seção II</strong> - Entrevistas, resenhas de livros; <strong>Seção III</strong> - Poesias e Letras de canções populares; <strong>Seção IV</strong> - Relatos de experiências, fotos, receitas de comidas tradicionais, ritos e festividades ; <strong>Seção V</strong> - Provérbios, tabus, mitos e outras;<strong> Seção VI</strong> - Línguas de sinais . Cada autor escolherá uma seção. É importante fazer o cadastro porque todos os textos deverão ser submetidos pelo site da Revista. Bem hajam as culturas, tradições e línguas dos povos indígenas, dos povos africanos e do povo de Timor Leste. </p> Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira pt-BR NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras 2764-1244 <div>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</div> <div> <p>1.Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sendo o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License o que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.</p> <p>2.Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p> <p>3.Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).</p> </div> Os escritores africanos têm muito a dar: entrevista com o escritor guineense Amadú Dafé https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/722 <p>Em junho de 2019, o escritor guineense Amadú Dafé passou por duas cidades universitárias alemãs para apresentar as suas obras Magarias (2017) e Ussu de Bissau (2019). A itinerância literária foi promovida pelos Leitorados do Instituto Camões das Universidades de Heidelberg e Leipzig. Amadú Dafé, numa entrevista com Rosa Rodrigues, a Leitora da Universidade de Heidelberg, fala sobre os seus primeiros dois romances e o seu fascínio pelas histórias tradicionais que ele ouvia contar em criança, histórias sobre feiticeiros, <em>djambakus</em>, <em>pauteros</em> e <em>irans</em>, e que o inspiraram a escrever os primeiros contos. Após cinco anos no exterior, viu colidir a própria cultura “com uma realidade externa, que fraturou a sintonia entre a minha cultura e a minha consciência”, conforme diz na entrevista, e que o levou a ultrapassar uma fronteira significativa e enveredar num caminho que o estão a tornar num contador de histórias. Ambos os livros passam-se num mundo extraordinário, pouco acessível a um leitor europeu, caracterizado por uma diversidade e multiplicidade de culturas – instituições tradicionais, régulos, famílias, cerimónias, línguas comuns – transversais aos territórios estaduais, criados pelos europeus na segunda metade do século XIX. “A minha vinda para Europa ajudou-me, inclusivamente, a conhecer melhor a minha própria realidade”, diz o escritor Amadú Dafé, que sente uma grande paixão pela língua portuguesa, embora a sua “língua materna (corrente e transversal entre todos) na Guiné seja o crioulo – além dos idiomas étnicos que também são falados nos círculos familiares – e o sistema do ensino é fraco, não permitindo a nenhum guineense, com base apenas no que aprende nas escolas públicas, ter algum domínio do português.” Por haver ainda poucas obras em prosa, é difícil dizer quais são as especificidades da literatura guineense, mas dentro do “contexto globalizado e dos temas do mundo, os escritores africanos têm muito a dar: desde exposições sobre a corrupção, teorias de conspiração que envolvem organismos multinacionais e internacionais, os novos modelos de domínio e subjugação que vieram substituir a colonização, as alterações climáticas e seus impactos, a preservação de espécies e do ambiente, e por aí.”</p> <p>***</p> <p>Na junho di 2019, skritor guinensi Amadú Dafé pasa pa dus cidadis di universidadi di Alemanha pa apresenta si dus obras Magarias (2017) ku Ussu di Bissau (2019). Eventu promovidu pa leiduris di institutu Camões di Universidadis di Heidelberg ku Leipzig. Amadú Dafé, na intrivista ku Rosa Rodrigues, Leidur di Universidadi di Heidelberg, i fala sobri si purmerus dus romansis ku manera ki gosta di historias di tradison ki ta obi ba odjal mininu, historias di futserus, djambakus, pauterus ku irans, i kilas ku fasil skirvi purmerus kontus. Dipus di sinku anus fora di si tera i compara si kultura ku “manera di vivi di djintis di fora i odja ligason entri si kultura ku si pensamentu”, suma ki fala na intrivista, kila ku djudal na torna un bon kontadur di historias. Tudu dus livrus pasa na un mundo ki un bocadinhu fasil pa um leidur europeu, pabia i tene manga di culturas diferentis – lugaris di tradison, regulus, familias, sirmonias, linguas ku tudo djintis kunsi, - ku pertensi teritorius europeus i kiriadu pa elis na metadi di seculu XIX. “ Nha bin pa Europa djudan na kunsi mindjor nha realidadi” Amadú Danfé fala i gosta tchiu de lingiua purtuguis, “embora si lingua ki aprendi desdi ki padidu i kriol – fora di linguas di si etnias ku ta papiadu na si familias – i manera di sina fraku ki kata djuda pa nin un guinensi pudi purtuguis diritu so ku ke ki ta sinadu na skola di stadu”. Suma i ten inda pukus obras di <em>prosa</em> i dificil fala kal ki arias di literatura guinensi, ma si bu djubi pa “forma geral buta nota kuma skirbiduris guinensis tene tchiu kussa pa da: Desdi si forma di skirbi sobri kurupson, tiorias di kurumpi ku organizasons de utros paisis ta sta, asin suma nobus maneras ki toma lugar di colonizason, mudansa di clima ku kusas ku ita kausa pa djuda privini rasas di limarias ku ambienti, ku utros kusas.”</p> Rosa Rodrigues Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 386 403 Resenha do livro A gente já nasceu quilombola e não sabia: Histórias do Monte Recôncavo https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/724 <p>O livro em resenha é uma coletânea de narrações orais de anciões e anciãs da comunidade Quilombola Monte Recôncavo, da cidade de São Francisco do Conde, na Bahia. Esses informantes compartilharam suas histórias, causos, vivências e culturas aprendidas dos seus antepassados. O livro mantém uma transcrição original que revela a singularidade e a beleza da cultura oral. A escrita dos textos se baseiou em dois gêneros: narrativas e poesias. Por ser relatos verdadeiros esta obra se torna uma referência nos estudos sobre a cultura e variedade de língua da comunidade. A autora Maricélia Conceição dos Santos é uma mulher negra quilombola, professora, candomblecista, bacharel em Pedagogia, estudante da UNILAB, mãe de Mauro e Maria. O autor Carlos Maroto Guerola é poeta, linguista, professor e pesquisador universitário, autor de diversos trabalhos acadêmicos e compositor musical.</p> <p>***</p> <p>Buku leli rikomisiweke ka ntirho lowu i xihlengeletamatsalwa xa mitshandzu ya le minon’wini ya masungukati ni madoda ya muganga wa Kilombola wa ntshava ya <em>Recôncavo</em> la doropa la São Francisco do Conde, xifundzankulu xa Bahia. Vaviki lava vayihlawutelile matimu, makawuzu, mahanyela ni mtubuluku wa vona, lesvi vasvijondzisiweke hi vakokwana va vona. Buku livekisa nyondzoma ya lesvi svihlawuteliweke, lesvi svikombisaka nthandheko ni kusaseka ka ntumbuluku w ale no’wini. Kutsala ka buku leli kulandze mixaka yimbirhi ya matsalela, anga lawa: kurungula ni wuphatu. Hikuva ali mitshandzu ya lesvi svuhumeleleke hakune, buku leli i xikombiso xikulu, ndzeni ka tijondzo ta ntumbuluku ni kucinca ka lirimi migangeni. Wun’we ka vayendli va buku, Maricélia Conceição dos Santos i wansati wa nhloge ya ntima, lweyi ahumaka quilombo, i mujondzi, i mukandoble, i baxareli hi tijondzo ta Pedagoxjiya, i mujondzi wa UNILAB, na kona i mamani wa Mauro e Maria. Muyendli lweyi mun’wani, Carlos Maroto Guerola i muphati, i mutivatindzimi, i mujondzisi ni muxopaxopi w ale universidade, ani mintirho ni matsalwa manyingi ka xiyenge xa ta svikolwe lesvi kule, nakona i muqambhi kumbe mutsali wa tinsimu.</p> Lucas Augusto Cabi Alexandre António Timbane Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 404 409 Resenha crítica do artigo “Language and citizenship education in postcolonial Mozambique” de Feliciano Chimbutane https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/711 <p>Publicado em 2018 no <em>Journal of Social Science </em>Education (JSSE), volume 17, número 4, o artigo “<em>Language and citizenship education in postcolonial Mozambique”</em> de autoria de Feliciano Chimbutane, coloca no centro do debate as questões de política da língua, explorando a interface da língua, educação e cidadania em Moçambique, com referência especial ao papel da educação e das ideologias da língua na formação do cidadão ideal no contexto pós-colonial. Com o estudo apresentado, o autor expõe as injustiças sociais associadas à língua. Portanto, este artigo constitui uma continuidade do texto “<em>Education and citizenship in Mozambique: Colonial and postcolonial perspectives<sup>1</sup></em>” publicado no mesmo ano. Feliciano Chimbutane é Professor Associado em Sociolinguística Educacional no Departamento de Linguística e Literatura da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane, Maputo, Moçambique.</p> <p>***</p> <p>Cileembegwe pa caaka ca 2018 mu <em>Journal of Social Science Education (JSSE), </em>cibuuku ca 17<sup>di</sup>, nambaala ja 4<sup>ce</sup>, diseengo dya dikuvilangigwa “<em>Language and citizenship education in postcolonial Mozambique” </em>dya ce-Feliciano Chimbutane, diseengo-di dikuveeceta ya kwaambaga katumicisye ka yiveeceto, didi n’kulocesya yakuti kasevesele yiveeceto-yo m’masoomo ni yayikusacigwa kuteenda pa kutava wukave wa ndaamo sya m’Mazambiiki, cidi n’kulosya n’nope-n’nope malumbo ga wusoomesye wa yiveeceto ni nganisyo sya kutuunga mituundu ja vaandu vakusacigwa pa ndaavi ja jikukuya wumale wa ngoondo ja cikoloni. Mu n’diseengo-di, apuundi-va akusaka kuyipaaca yisawusyo yangalondeka ya yikuwoneka mu wutumicisye wa yiveeceto ya n’cilaambo ceetu. Naambo, diseengo-di didi wendelecesye wa diseengo diine dya dikuvilangigwa “<em>Education and citizenship in Mozambique: Colonial and postcolonial perspectives” </em>dya dyaleembegwe caaka cicooco. Ce-Feliciano Chimbutane adi mwaadimu jwa Sosiyodingwicitika ja Masoomo pa Eduardo Mondlane Univesiti, Opiisi wa Dingwicitika ni Ditelatula, ku-Maputo, m’Masambiiki.</p> Vasco Magona Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 410 416 Resenha do livro “Provérbios africanos em tampas de panelas de barro e o olhar linguístico” da autoria de César Costa Vitorino https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/707 <p>Faz-se apreciação de uma obra que analisa e interpreta provérbios africanos, oriundos de Cabinda-Angola-África, expostos em tampas de panelas de barro e doados a familiares, principalmente aos filhos, por ocasião do casamento, para orientá-los sobre a vida e o próprio casamento. Esses provérbios, objetos etnográficos, expressam valores culturais de uma comunidade e são utilizados nesta obra como mote para explicar, à luz da psicolinguística e das teorias dos espaços mentais (TEM), a relação que se dá entre texto-leitor- contexto, na produção de sentidos. Assim, o livro aborda questões de cognição relacionadas à linguagem, compreendida como processo que se desenvolve pelas e nas práticas sociais e culturais.</p> <p>***</p> <p>C’est un travail qui analyse et interprète des proverbes africains de Cabinda-Angola-Afrique, exposés sur des couvercles de pots en argile et donnés aux membres de la famille, en particulier aux enfants, au moment du mariage, est analysé pour les guider sur la vie et le mariage lui-même. Ces proverbes, objets ethnographiques, expriment les valeurs culturelles d'une communauté et sont utilisés dans cet ouvrage comme devise pour expliquer, à la lumière de la psycholinguistique et des théories des espaces mentaux (MET), la relation texte-lecteur-contexte en production .des sens. Ainsi, le livre aborde les questions de cognition liées au langage, entendu comme un processus qui se développe à travers et dans les pratiques sociales et culturelles.</p> Edna Maria de Oliveira Ferreira Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 417 423 Exposição fotográfica do artista italiano Osvaldo Neirotti https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/564 <p>Osvaldo Neirotti, nasceu em Torino, na Itália, é artista plástico. Tem dois livros editados pela editora Il Viandante. Seguiu a sua formação em arquitectura, no entanto, tendo que interromper os estudos por graves motivos familiares, percurso que no entanto lhe permitiu alcançar a qualificação de designer e a especialização em gráfica publicitária e marketing. Mestre em estilo e design. É mestre em Estilo e design. Admira trabalhos com bairro e consegue realizar esculturas com materiais e cores diversos. Seus trabalhos dão ênfase aos bairros e a natureza com um olhar específico para o meio ambiente. As fotos apresentadas nesta exposição ilustram essa relação entre o imaginário e a o meio ambiente e em especial a árvore. A árvore pode carregar interpretações diferentes no espaço onde se encontra. Há um diálogo entre as pinturas dos caules das árvores e o ambiente e a vida em sociedade. Na exposição se observa a elevação da cor da árvore do que o resto do ambiente envolvendo. Trata-se de uma exposição impar e exclusiva. Árvores em cidades ao redor do mundo são polvilhadas, mais ou menos, com PM10 e PM2.5, causadas por décadas de poluição; e com tais substâncias podemos dizer com segurança que quase todas as árvores urbanas estão doentes. Os materiais usados ​​são nada menos que Pesticidas Coloridos Naturais feitos de Cal, Farinha, Leite, Pigmentos Naturais, Água e Óleo de Linhaça, é o mesmo princípio que vários Estados usam incluindo Israel, Espanha, Portugal, EUA, Grécia, Bruxelas ... Quando polvilham o tronco dos pomares e das árvores comuns com cal branca para os proteger dos parasitas, dos raios ultravioleta e das fendas. Neste caso, tenta-se curar a Árvore e é-lhe dada uma máscara que a torna visível aos olhos de quem não a percebe, não a respeita e não a considera suficientemente.</p> Osvaldo Neirotti Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 462 474 Le peuple ewe: la culture et les langues https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/700 <p>Résumé : Il est tout à fait normal que chaque enfant brebis connaisse quelque chose sur l’origine des `` peuples éwé ‘’, ce qui assurera qu’il puisse parler sa langue éwé en toute confiance. 3. Les éwés sont originaires d’Afrique de l’Ouest et sont venues plus tard dans les régions du grand fleuve Niger avec de nombreux autres peuples tels que les Dahoméens, les Yoruba, Gens, Adas et Ashantis. Ils vivaient dans un endroit appelé Ketu (ou Ayo) et l’appellent toujours le «lieu d’origine» ou «la place de Dieu».</p> <p>***</p> <p>Edze Evevi desiade be woanya nano tso Eueawo fe dzatsofe nuti. Esia awoe be woate nu agblonya tso Euevinyenye nuti kaka-,dedzitae...Afisi Eueawo le egbe la, menye afimae wono tso blema keo. Won tefe vovovowo kpo hafi va di to de afisi wole egbeanye fe alafa eta kple edzivowoe nye esi va yi. Eueawo dzo tso Afrika fe yedzefe eye tosisi gi Kuara alo Niger nutowomee wogava na emegbe kple duka gedewo abe Dahomeawo, Anagoawo, Geawo, Adiwo kple Bluawo ene. Wono tefe si woyo nabe Ketu alo Ayo eye wogayone ha be Amedzo fe alo Mawufe.</p> Ayawovi Djidjogbe Fanho Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 475 491 Território, hábitos alimentares e memórias: paisagens culturais de Barra-BA https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/671 <p>Trata-se de um trabalho de pesquisa de iniciação científica, PIBIC/CNPq, que teve como objetivo geral refletir acerca da importância dos hábitos alimentares como elemento simbólico, na formação da identidade cultural de um povo. A Linguística Aplicada em sua interdisciplinaridade com a Sociologia, a Geografia, a Antropologia e os Estudos Culturais perfazem o arcabouço teórico deste Estudo de Caso. Como recurso metodológico, optou-se pela pesquisa qualitativa de cunho etnográfico, na aplicação de questionários físicos e online, tendo como informantes moradores, antigos e recentes, do município de Barra-BA, além da observação direta das cenas cotidianas, nas visitas ao Mercado Municipal e demais espaços de feira livre, a exemplo da “Feira da Rodoviária”. A pesquisa compreendeu os meses de agosto de 2016 a julho de 2017. Como destaque, percebeu-se que de acordo com algumas narrativas, a seca tem colaborado na escassez de alguns produtos da flora e da fauna, incluindo espécies de peixes, e isso vem relegando alguns hábitos alimentares ribeirinhos e suas circunstâncias à memória afetiva.</p> <p>***</p> <p>Hii ni kazi ya utafiti wa jaribio la kisayansi, PIBIC / CNPq, ambayo lengo lake kuu lilikuwa kutafakari juu ya umuhimu wa tabia ya kula kama kitu cha mfano katika malezi ya kitambulisho cha watu. Isimu Iliyotumiwa katika ujumuishaji wake na Sosholojia, Jiografia ,Anthropolojia na Mafunzo ya kitamaduni hufanya mfumo wa nadharia wa Uchunguzi huu. Kama rasilimali ya mbinu, tulichagua utafiti wa hali ya kikabila, katika utumiaji wa maswali ya kiwmili na ya mkondoni, na wakaazi wa habari, wa zamani na wa hivi karibuni, kutoka jiji la Barra-BA, pamoja na uchunguzi wa moja kwa moja wa picha za kila siku, kutembelea Manispaa ya Soko na nafasi zingine za soko wazi, kama "Feira da Rodoviária". Utafiti huo ulihusu miezi ya Agosti 2016 hadi Julai 2017. Kama jambo kuu, iligundulika kuwa kulingana na masimulizi kadhaa, ukame umechangia uhaba wa bidhaa zingine za mimea na wanyama, pamoja na spishi za samaki, na hii inaleta kula chakula kando ya mto tabia na hali zao kwa kumbukumbu inayofaa.</p> Terezinha Oliveira Santos Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 492 509 Importância do erro no processo de Ensino e Aprendizagem em sala de aula https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/792 <p>O artigo faz um debate teórico e analítico sobre visão diferente do erro, mediante o aproveitamento do potencial transformador que este possui, em vez de vê-lo no seu caráter negativo e pessimista. Destarte, o estudo traçou os seguintes objetivos: (i) descrever a importância do erro; (ii) captar as percepções dos estudantes e professores sobre o erro e apresentar as estratégias adotadas pelos professores na correção de erros cometidos pelos estudantes. O estudo usou a abordagem qualitativa e os dados analisados através da técnica de análise de conteúdo de Bardin (1977). O trabalho defende que, o erro é algo que não deve ser combatido e eliminado, devendo, pelo contrário, ser aproveitado para a compreensão dos aspectos que devem ser corrigidos. Os resultados indicam que os estudantes quando cometem erros se sentem culpados, envergonhados, ridículos. Assim, este sentimento pode ser indicativo da postura adotada pelo professor, o ambiente criado e a desconsideração de códigos restritos dos alunos. Por um lado, há professores que veem o erro como uma oportunidade de aprendizagem para si como docentes e para os alunos. Por outro lado, há aqueles que o veem como algo inconcebível e intolerável que deve ser rechaçado da sala de aulas. Uma das estratégias adotadas pelos professores com vista a lidar com o erro é a chamada de atenção e depois colocar perguntas em torno do erro cometido. Esta estratégia intimida os estudantes, criando distância entre o estudante e o professor e, por conseguinte, inibe a aprendizagem. Assim, baseado em Azevedo (2009), o estudo sugere que se desenvolva atividades didáticas que provoquem questionamentos nos alunos sobre seus posicionamentos e adotar uma atitude reflexiva diante do erro, procurando compreender o erro no interior de um contexto de ensino no qual o aluno que erra (PINTO, 2000), evitando o uso de regras gerais para resolver problemas pontuais (MANTOAN, 2003).</p> <p>***</p> <p>Ntirhu lowu wukhanela hi wudokadokisana mayelanu ni mavonelo yohambana hi tlhelo la xihoxo xa mudondri akuva kutiviwa ntrhima ntrhima wa macincelo xinga na wona handleni ka kuvona ntikelelo lowu masiku ntrhaku mpfi wulikona. Nkongometu wa ntirhu lowu i kukomba lisima la xihoxo, kutiva mavonelo ya vadondri ni vadondrisi hi tlhelo dra xihoxo nikukombekisa marhengu ya vadondrisi loku vajula kukhanela hi xihoxo xa vadondri. Ntirhu lowu wuseketeliwile hi milawu yikombiwaka hi Bardin (1977). Wuseketeli dra ntirhu lowu kukomba lesvaku xihoxo ahinchumu xifaneliwaka kulwisana na xona nikuxiheta, kambe i nfanelo kuxitiviwa akuva kutiviwa yentelelo wa minchumu yifanelaka kulungisiwa. Mihandrhu yikomba lesvaku loku vadondri vani xihoxo vatitwa nandru, kudana ni kuhlekisa. Matrhamela lawa mangavenhamakombekisa matrhamelo ya vadondrisi mimbangweni ni matramelweni ya vandondri. Kutani, hi tlhelo drimbeni kuni vadondri mpfi vavona xihoxo xa vadondri kufana ni mikhandlu ku vone ni ka vadondrisiwa. Hitlhelo drimbeni, kuni vadondrisi vavonaka xihoxo kufana nixidoho xaku axijuleki. Marhengu makumekaka ku vadondrisi loku vakumana xihoxo xa mudondri i kuvatratriya hi wugamu kuhamba xivitisu hi tleho dra xihoxo vangaxiyenca. Mayencelo lawa machavisa vadondondri vakumeka ni kuchava kakudondra. Kutani, ntirhu lowu wunimavonela yaku xihoxo xifanela kuvoniwa ndreni ka madondrisela akuva vadondri vahamba svivutisu niku nyikela mavonelo yavo (Azevedo, 2009) nimapimisela ya xihoxo nikuvona xihoxo ndreni mayelanu ni mbangu lowu kunga ni xihoxo anga xilaweni (Pinto, 2000) kutrhika minawu ya matiku kuva kucamula timhaka ta xichuketi (Mantoan, 2003).</p> José de Inocência Narciso Cossa Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 16 36 A língua portuguesa e o insucesso do sistema de ensino na Guiné-Bissau: caso das crianças da etnia Balanta-Nhacra de Tombali https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/627 <p>Na Guiné-Bissau, falam-se várias línguas étnicas e a língua crioula, a mais falada. Contudo, a língua portuguesa é a oficial e a única de ensino, embora seja falada apenas por 11% da população, cuja maioria reside na capital Bissau. A transmissão dos conhecimentos entre diferentes grupos étnicos do país é dominada pela tradição oral, transmitida em língua materna. A presente pesquisa analisou o impacto da língua portuguesa (LP) no sistema de ensino da Guiné-Bissau, especialmente dos alunos da 1ª a 4ª classe (série) da etnia Balanta-Nhacra, na região de Tombali, sul do país. Descreveram-se a política educativa e linguística adotadas pelo regime colonialista português e seu impacto após a independência do país. Constatou-se que a LP é o principal fator de insucesso do sistema de ensino guineense, na medida em que ela é ensinada como a língua materna das crianças, cuja maioria a desconhece, sobretudo no interior do país, caso das crianças Balanta-Nhacra de Tombali, protagonistas dessa pesquisa, que só falam a língua materna, pois poucas falam o crioulo - o idioma mais falado no país. Portanto, concluiu-se que o insucesso escolar não é dos alunos. Estes apenas sofrem as consequências do insucesso no sistema de ensino pautado em uma língua estranha à realidade sociocultural desta nação. A metodologia utilizada consiste, na pesquisa bibliográfica/documental e a pesquisa de campo: entrevista e observação direta, nas escolas e nas <em>tabancas/</em>aldeias pesquisadas. A pesquisa foi realizada na região de Tombali, concretamente em quatro escolas, a saber: Ensino Básico Unificado de Mato-Farroba (EBU de Mato-Farroba), Ensino Básico Unificado de Cufar (EBU de Cufar), Escola de Autogestão de Mato-Farroba, conhecida como Escola Tona Namone (EAG Tona Namone) e Escola de Autogestão de Areia, chamada Escola <em>Abêne </em>(EAG Abêne). Foram entrevistados dezesseis estudantes, oito professores e três especialistas, sendo dois em educação e um em língua portuguesa.</p> <p>***</p> <p>A Guiné-Bissau, be ma lifte clifte monha ne kissukhg ko kissukhg a tchalte bi matne lifte lem kbamg mon, te bitetchene ma lifte ahadje. Hote kburtuguis quima bi tched cone ktil, ki coda ktida ma bitched lem cone lamna a hiscola, hote 11% ne binhan tida a makin lifte a Guiné-Bissau, binhobe na hadje bi ká a Pssau. Lamde ne kiussukhg ko kissukhg ne botcha ne Guiné ho ka som a lifte ne bsum, te bimane disnde a lifte ba. Quissif quidó, quetanhat mdatch boda te kburtuguis ten-ne a hiscola ne Guiné-Bissau, assín te quine kone quiluno ne 1ª a 4ª class, kine Brassa ne Mnalu. Bilimit, a quissif na quidó, a tchaluoda te Bicolon Biburtuguis tumne quilam-bangh ki glifte banhg a botche-bu, binhin lem a psina bola mtahat na bdo mina bodnbo quebine quinthal te bihidne quindipendencia cante amu. Bebik ya clifte kburtuguis, kima ton hiscola quifuk a Guiné-Bissau, atchalte bimatne kin lam a hiscola abê lifte krassa te mkbiksson mani lifte mthank a kpanh. Nhote quidicó mbissonh na hatche uone, sé, bate quine a botche rassa ma tetche quim uo, abé mkbiksson brassa ne Mnalu, te bitchedne wilne tote siffa quissif na quidó. Mbo ban bimatne lifte son K´rassa tida, mbo bidulu na hatche tida a wid kbamg mon, te quine lifte te binhan tedjene ma lifte a Guiné-Bissau. Sana hdó mina ma atum te bibikene ia ké mkbikssonh matne tó a hiscola a uote uint, te tumne bimatene bik quidan a hiscola. Ban nan, maba bigh quidan, mbo kburtuguis matne ba lam a hiscola kim ke glifte te binham mane lifte a Guiné-Bissau. Sina te Binham ke sifne quissif quidó cobene tote madana sifi quissif-na quidó wi ka, quissif ne kdem ne carta, que kducumento, atchalne quissif ne toa abotche rassa to kana kpane binhan wil uo wil, abe a tchalne nhin ne mbóónh, tote madana widna wil te mane diz a escola, abe wil te mane lem diz a quintada. Quissif na quidó, bissifkin a Mnalu, a djiscola bimatne lam mkbisson, colna hadje ki cone Estado, colna hadje kbine quintada uone bimessek. Djiscola na kdó colna hadje ka a Fihaanthe, colo a Quifar, colo a Fsééf. Quine quigdó: Escola de Ensino Básico Unificado de Mato-Farroba (EBU de Mato-Farroba), Escola de Ensino Básico Unificado de Cufar (EBU de Cufar), Escola de Autogestão de Mato-Farroba, bi matne lem túk Escola Tona Namone (EAG Tona Namone) e Escola de Autogestão de Areia, bitúkne lem Escola <em>Abêne </em>(EAG Abêne). A quissif na quidó, bikpa mkbissonh tchimen que tchumuk que hóda, matne to a escola, abe lem, bikpa kbirsor tchumuk que bihabm, atchalna lem ma bikpa binhangh biham te wid ne kwid quine cone quissín ne quilám, abe lem hal hoda te widne kwid te laquine aquissím ne glifte ne kburtuguis.</p> <p> </p> Dabana Namone Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 37 53 Contextualização para a Compreensão do Processo de Compilação do Dicionário Monolingue Nyungwe https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/796 <p><em>Nyungwe</em> é uma das línguas bantu, da Família Níger-Congo, Grupo Ntsenga-Sena, situada no grande Vale do Zambeze, em Tete - Moçambique. Assemelha-se a sena, nyanja e tawara. Este artigo intitula-se "Contextualização para a Compreensão do Processo de Compilação do Dicionário Monolingue Nyungwe (não Publicado)". Surge da necessidade de explicitar os mecanismos da elaboração do aludido dicionário por duas ordens de razão: i) pelo seu caráter pioneiro e ii) pela sua metodologia, também, ela, pioneira. Claramente, este dicionário monolingue funciona como documento identificativo desta língua. Desde logo, a questão central era como compilar um dicionário desta índole nestes contextos? Daí, que, a metodologia adaptada a uma língua oral, sem tradição escrita, fosse a de socorrer-se a um pouco de tudo: da interdisciplinaridade, dos fatos, da cultura, da história, da oralidade, do pouco escrito que existe em e sobre o <em>nyungwe</em>, das outras línguas, do senso comum, para fundamentar as hipóteses e os argumentos escolhidos na atribuição do(s) sentido(s) e/ou do(s) significado(s) de cada palavra e na capacidade desta se explicar a si própria. Os recorrentes ideofones jogaram esse papel metalinguístico, conjugados com fatos presentes e passados, com os corpora ora criados e com o apoio de informantes falantes <em>nyungwes</em>, permitiram a que se chegasse a um consenso de base sobre o significado ou sentido da palavra em causa. O estudo concluiu que esta metodologia não somente se aplica aos ideofones mas é extensível às palavras de uso comum ou outras do <em>nyungwe</em>. E, é provável que, no geral, a metodologia possa ser replicável a outras línguas africanas/ <em>bantu</em>, sobretudo as de Moçambique. O resultado da sua aplicação foi a produção de um dicionário com cerca de 400 páginas, o primeiro do género em <em>nyungwe</em>. Este é apenas o começo. Há que melhorá-lo. Há que haver outros congéneres.</p> <p>***</p> <p>Basali lincemeredwa "Bzwakucitika Bzwakudziwisira Mafambidwe yentse ya Makondzedwe ya Gwangwa la ciNyungwe cokha cokha (likanati kudziwisidwa kuna Wanthu)". Lidacitiwa kuti liratize padeca mabasa yadawoneka pakukondza gwangwali na thangwe la bzwikulu bziwiri: i) na kuti bzwikanati kucitika na ii) na kutimbo macitiro yaceyo ngapswa pomwe. Ncadidiretu, gwangwali lirikuwoneka ninga cizindikiro ca cirewedweci cakusaya kudziwika kwene kwene. Yambe na yambe, mphicha ikulu ikhali bzwingacitike tani kukondza gwangwa la ntundu umweyu mumakhalidwe yamweya? Ndipopo, nsambo wamakondzedwe gwangwa lakuyenera cirewedwe cakulewalewa coka, cakusaya nsambo wakunemba nemba, ngwakuyenda uciluyira ciri centse: bzwisulo bzwentse, bzwakucitika, bzwamakhalidwe, bzwakale, bzwamafala yapamulomo na yale yadanembewa ncinyungwe ayayi yakufokotoza bzwacinyungwe, bzwamalewedwe yanango, bzwakudziwika na wentse, bzwentsebzwi kuti bzwidjimbikire ndzeru na bzwithumbudzulo bzwace bzwidasankhulidwa pakuthumbudzula cinirewa (ma)fala na cithandizo cafalalo kubzwithumbudzula lokha. Ntundu umweyu wamafala udathandiza pakulu mathumbudzulidwe ya mafala yanango na kuthandiziwa na bzwakucitika pale na pano, na bzwakukhonchedzedwa bzwacinyungwe na nthandizombo waadziwi cinyungwe, bzwidakwanisika kufika pam’bverano ubodzi wamathumbudzulidwe yamafala yalipoyo. Basali lidamalizira na kulewa kuti ndjira idasankhulidwayi iniyendesa kutali, infikisa kumafala mazindji ya cinyungwe. Ingafikisembo kucirewedwe cinango cacisendzi, maka maka ca kuMusambiki, ca mphicha ninga cinyungwe. Na kutewera ndjirayi, lidamangiwa gwangwa lamatsamba 400 ya mafala ya ncinyungwe ya kuthumbudzulidwa ncinyungwe. Bzwimwebzwi bzwikhanati kucitiwa. Nkhuyambiratumbo. Tsono bzwin’goderalini pamwepa. Bzwinfunika kumalizira bwino bwino. Bzwinfunikambo kuti awoneke winango wakuyenderera nayo mabasa ninga yamweya.</p> <p>***</p> <p>This article is entitled "Contextualization for Understanding the Process of Compiling the Monolingual Nyungwe Dictionary (unpublished)". It arises from the need to explain the mechanisms for the elaboration of the referred dictionary for two reasons: i) for its pioneer character and ii) for its methodology, which is also pioneer. Clearly, this monolingual dictionary functions as an identification document for this semi-known language. From the start, the central question was how to compile a dictionary of this nature in these contexts? Hence, the methodology adapted to an oral language, without written tradition, would be to grab a little bit of everything: interdisciplinarity, facts, culture, history, orality, the little writing that exists in and about nyungwe, other languages, common sense, to support the hypotheses and arguments chosen in the attribution of the sense and / or meaning of each word and in its ability to explain itself. The recurrent ideophones played this metalinguistic role, combined with present and past facts, with the corpora now created and with the support of Nyungwes speaking informants, allowed a basic consensus to be reached on the meaning or sense of the word in question. The study concluded that this methodology not only applies to ideophones but is extensible to words in common or other usage in nyungwe. And, it is likely that, in general, the methodology may be replicable to other African / Bantu languages, especially those fom Mozambique, under identical conditions as those of Nyungwe. The result of its application was the production of a dictionary with about 400 pages, the first of its kind in nyungwe. This is just the beginning. It needs to be improved. And many others as well are necessary.</p> Sóstenes Rego Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 54 76 Alguns aspetos da Fonologia do Umbundu https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/725 <p>Okunalisiwa kwovihasu vitunga Elimi Ly 'Umbundu kunena ocikele caswapo v' unu wokumongolola ondongosi w'alimi v’eswe lyokusoleka kwenda okutatiwa kwalimi v'Ofeka y'Ongola vana vakwete ocikoti ca Vantu. K'upange ulo wocisosomwilõ-melã, tukakulihisã ovikeya ndevi: (i) okukulihisa usalo w'ovimatama v'unukulandaka vy'Umbundu, (ii) okukwatisako ukulihiso kwenda undomboloke w'ovikeya vy'unukulandaka vilikweteleko l'usalo w'unukulandaka k'Umbundu, (iii) okutondongola otwatime twelitepo tusovoli w'unukulandaka k'Umbundu capyãla kasukokisalomopelwa lw'elakanyulû.Omolyaco, twanolãpo ocilipokwisilo w'ocisosomwilõ-melã ulikweteleko l'Unukulandaka w'Emyuhõ kwenda W'ukulisovindekase vyutyayo wasonehi ndeci Jakobson (1939); Trubetzkoy (1939), Jacobson kwenda Halle (1956), Chomsky la Clements (1985). Ulandu w'esinumwilõ ulekisa okuti Umbundu wasoleka ulisokisolwali w'ekalo l'utatiwo wavindi wasusülulandaka w'etendelo lya tãlo (5), eli /a/ likwete utyayo w'elyanjo twalikuminya ndutyayo wanoliwilã ulandu w'etu ndeci konyima cakulihisiwiwa v'elimi lyo k'Imbundu (cf. XAVIER, 2010). Umbundu ukwete asokukisa vatete-anyulü vakalulukiwila v'unanomelã vovimatamatalaka l'evando lyaswapo v'ocipo cokukaluluka ocisetahî c'elaka-anyulü. Ocindekase caswapo c'ondingu (Clements, 1985) cakwatisako okukulihisa ocihasu c'unavolwali cakundika okuti, asusülulandaka kwenda asukokisandaka v'Elimi ly' Umbundu kavilikweteleko cimwe l'unepulwiso walyo momo citava okuti tuvitepatepa votuvikeya tutitotito twasusülulandaka v'unu w'alaka vokukaluluka kwovimatamata.</p> <p>***</p> <p>A descrição dos segmentos que constituem a língua Umbundu tem um papel fundamental, no panorama das investigações linguísticas e no que concerne à preservação e vitalização das línguas de Angola de origem bantu. No presente trabalho de índole teórico-descritiva, procuramos (i) analisar o sistema fonológico do Umbundu, (ii) contribuir para o conhecimento e a compreensão dos segmentos fonológicos que comportam o sistema fonológico do umbundo; (iii) descrever os aspetos distintivos do inventário fonológico do Umbundo, com realce para as vogais e as consoantes pré-nasais. Para o efeito, selecionamos um quadro teórico baseado na Fonologia Segmental e na Geometria de Traços com base em autores como Jakobson (1939); Trubetzkoy (1939), Jakobson e Halle (195 6), Chomsky e Clements (1985). O estudo mostra que o Umbundu mantém a universalidade da existência a da manutenção do triângulo das vogais com cinco (5) vogais e a vogal /a/ apresenta traços de abertura que propusemos como traços subsespecificados, conforme estudos anteriores observados no Kimbundu (cf. Xavier, 2010). O Umbundo possui ainda consoantes pré - nasais articuladas com o véu palatino abaixado até certo momento durante a produção da oclusiva oral que segue a oclusão nasal. A representação formal arbórea (Clements, 1985), permitiu-nos verificar e constatar o preceito universal segundo o qual as vogais e as consoantes da língua Umbundu não são os seus constituintes mínimos, porque pudemos decompô-las, com destaque para as vogais, em propriedades mínimas de acordo com o carácter articulatório ou acústico como a coronabilidade, labilidade, vozeamento.</p> Jeremias Dandula Pessela Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 77 95 A lei contra a violência doméstica em Moçambique: seu alcance, limitação e desafios https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/589 <p>A violência doméstica contra as mulheres é um problema de saúde pública que afeta todas as cidades moçambicanas. A Lei contra a violência doméstica em Moçambique, foi aprovada em 2009, pela Assembleia da República de Moçambique. No entanto, em Moçambique pouco se investiga sobre o impacto da Lei contra a violência doméstica (Lei nº29/2009). Este artigo tem como objetivo estudar o impacto da lei, seu alcance, limitações e desafios. Foi realizado um estudo descritivo, exploratório e com abordagem qualitativa, realizado em 2016, na cidade de Maputo, a capital do país. Utilizou-se amostragem não probabilística, por acessibilidade. Para coleta de dados, utilizou-se a entrevista semi-estruturado. Foram entrevistados 21 operadores jurídicos da Delegacia do Combate a Violência Doméstica da cidade de Maputo. Os resultados apontaram para uma visão superficial dos Operadores Jurídicos sobre a lei, a qual está atrelada a visão simplista e reducionista gerada durante a capacitação profissional e limitações no processo de divulgação. As conclusões revelaram uma fragilidade da aplicação da lei em conduzir de forma efetiva a redução dos casos da violência doméstica e destaca-se, como desafio a necessidade de capacitar permanentemente os Operadores Jurídicos, considerando a multiplicidade de aspectos culturais envolvidos nas práticas jurídicas e no cotidiano da violência doméstico.</p> <p>***</p> <p>Kuphwanya lamulo kwambiri ndikuti vuto lodziwika bwino ndilofanana. Lamulo lotsutsana ndi kuphwanya madera ku Mozambique, lomwe lidakhazikitsidwa mu 2009, ku Republic of Mozambique. Chifukwa chake, ku Mozambique, akufufuzidwa kuti akhazikitse Lamulo lotsutsana ndi kuphwanya malamulo (Law nº 29/2009). Izi zili chomwechi ndi cholinga cha phunziroli kapena tanthauzo la lamulolo, ngati lifika pamlingo, zoperewera ndi zovuta. Idakhazikitsidwa mwanjira yotsimikiza, yofufuzidwa ndi mgwirizano wamakhalidwe, wopangidwa ku 2016, mumzinda wa Maputo, likulu la dzikolo. Zitsanzo zosagwiritsa ntchito ntchito zidagwiritsidwa ntchito, chifukwa chopezeka. Pofuna kusonkhanitsa deta, gwiritsani ntchito kuyankhulana kwapadera. Mabwalo 21 Kugwira Ntchito Mwalamulo kwa Apolisi Olimbana ndi Nkhanza Zam'nyumba mumzinda wa Maputo. Zotsatira zakugwiridwa kwa ntchito zantchito zalamulo pankhaniyi, zimathandizanso kuti ntchitoyo ichepetse ndikuwongolera magawidwe ndi magwiridwe antchito ndi zoperewera za magawano. Pamene malingaliro akuganiziranso za kugawanika kwa kagwiritsidwe ntchito ka mawu pazotsatira zankhanza zomwe zikuchitika mnyumba zowononga komanso zowononga, zofunikira pakufunika kokhazikika kwa owerenga zamalamulo, lingalirani za kuchuluka kwachilengedwe ndi zinthu zachilengedwe za chilengedwe. kulamulira kwawo.</p> <p>***</p> <p>Domestic violence against women is a public health problem that affects all Mozambican cities. Therefore, little is investigated in Mozambique about the importance of the Law against domestic violence (Law No. 29/2009). This article aims to study the scope, prohibitions and challenges of the Law against domestic violence in Mozambique, approved by the Assembly of the Republic of Mozambique in 2009. The results of this research were captured through the perception of the legal operators of the city of Maputo, that welcome and referral to Courts and domestic violence cases. But we also pretend to also understand how legal operators interpret the text of Law No. 29/2009. This is a qualitative research, in which interviews were conducted with 21 operators, who reported a low scope of the law, especially in the peripheries. Limitations on legal knowledge and the disclosure process were highlighted. They highlighted the need to train legal operators, considering the multiplicity of cultural aspects involved in legal practices and in the daily life of domestic violence.</p> Etelvina Alexandre Caetano Meque Joaquim Miranda Maloa Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 96 114 A Política e Planificação Linguística na Integração de Imigrantes em Cabo Verde https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/730 <p>Kel artigu li ta prokura intende rialidádi linguístiku di alguns imigranti na Káuberdi i avâlia ses perseson sobri polítikas linguístiku di pais, asumindu si posível inpurtánsia komu fator di integrason na sosiadádi. Kel prublemátika li ta analizádu di pontu di vista tióriku di Polítika i Planifikason Linguístiku, partikulármenti di Planifikason di Aprendizáji, undi nu ta aprizenta mudélu di análizi sentrádu na siginti prupósta di árias di atuason: Oportunidádi i insentivu; Fórmas di ensinu; Rikursus; i Rizultádus. Pa risponde kel obujetivu li, entrivistádu imigrántis rizidenti na Káuberdi. Rizultádus ta indika ma diglosiâ izistenti na pais ta riflete na kes sidadon li, kauzándu prublemas linguístiku, kultural i sosial, di ki rizultádu más vizível ta rizidi na un integrason ka ifetivu di imigrántis na Káuberdi. Dádus ta sujiri, inda, un posível rivizon di kuádru tióriku di análizi pa studus des naturéza, di fórma ki ta inrikise kánpu di atuason di kel ária sientífiku li.</p> <p>***</p> <p>Este artigo procura entender a realidade linguística de alguns imigrantes em Cabo Verde e avaliar a sua perceção sobre as políticas linguísticas do país, assumindo a sua possível importância como fator de integração na sociedade. Esta problemática é analisada sob o escopo teórico de Política e Planificação Linguística, particularmente da Planificação da Aprendizagem, dentro da qual apresentamos modelo de análise centrado na seguinte proposta de áreas de atuação: Oportunidade e Incentivo; Formas de ensino; Recursos; e Resultados. Para responder ao objetivo, foram entrevistados imigrantes residentes em Cabo Verde. Os resultados indicam que a diglossia existente no país se reflete nestes cidadãos, causando problemas linguísticos, culturais e sociais, cujo resultado mais visível reside na não efetiva integração dos imigrantes em Cabo Verde. Os dados sugerem, ainda, uma possível revisão do quadro teórico de análise para estudos desta natureza, por forma a enriquecer o campo de atuação desta área científica.</p> <p>***</p> <p>This article seeks to understand the linguistic reality of some immigrants in Cape Verde and assess their perception of the country's language policies, assuming their possible importance as a factor of integration into society. This issue is analyzed under the theoretical scope of Language Policy and Planning, particularly Learning Planning, within which we present an analysis model centered on the following proposed areas of action: Opportunity and Incentive; Ways of Teaching; Resources; and Results. To meet the objective, immigrants residing in Cape Verde were interviewed. The results indicate that the existing diglossia in the country is reflected in these citizens, causing linguistic, cultural and social problems, whose most visible result resides in the ineffective integration of immigrants in Cape Verde. The data also suggests a possible revision of the theoretical framework of analysis for studies of this nature, in order to enrich the field of action of this scientific area.</p> Luís Feliipe Martins Rodrigues Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 115 130 Papel di lingu(a) kriol na Guiné-Bissau https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/585 <p>Es artigo, tene suma objetivu mostra kal ki balur di lingu kriol na nasson guineense, es balur ku pudi odjadu na própi papel ku lingu kriol ta disimpenha na Guiné-Bissau. Es tarbadju mostra kuma lingu kriol i pertensi tudu fidjus guineenses, indipendentimenti di rassa kê pertensi, i pudi sedu balanta, fula ou pepel, el i pa tudu si papiaduris (ainda pa kilis ku ka pudi papial). Nô pudi fala, el lingu kriol, i kêbra tudu barera ku pudi ba tudji pa i ten kumunikason entri és rassas ou tudu rassas ku ten na kil tchon. Pabia si manifestason kultural i identitáriu ta djunta tudu fidjus di Guiné-Bissau pá é pudi vivi unidadi. Pa kila, és tarbadju diskuti balur di és lingu, nau só na sintidu di kebra bareras, mas, també, kuma ku és lingu ta funciona i manera ku povu di Guiné-Bissau ta orgulha na papial i mostral atravez di sé (kon)vivênsia. Nô axa kuma i pirsis problematiza es assuntu, pabia kriol, enkuantu lingu suma utrus, pabia ki ka pudi studadu pa mostra si balur a si falantis. Pa es, es tarbadju i ruspundi es problematika atravéz di i komprova kuma kriol i lingu di dia a dia i di konvivênsia kultural guineense. I també nô considera propi lingu kriol suma objetu di es tarbadju. Es artigo i disinvolvidu atravez di leituras di utrus tarbadjus suma: artigos sientifikus i dissertações i utrus tarbadjus, prinsipalmenti, i un tarbadju bibliografiku, pabia i limita so na leituras di textos. Metodologia di es tarbadju i sta sentradu na qualitativa. Resultados final di es tarbadju i mostranu kuma, kriol i um lingu, nau dialetu. Ainda i mostra kuma lingu kriol i di dia a dia di povu guineense, i prinsipalmenti i lingu di unidade nacional.</p> <p>***</p> <p>Este artigo objetivou-se apresentar os valores da língua kriol, valores esses que podem ser vistos no próprio papel que ela representa em Guiné-Bissau. Ainda, este trabalho, por outro lado, demonstra que essa língua pertence a todos os guineenses, independentemente de etnias a que pertecem, seja balanta, fula, papel ou manjaco, essa língua serve de utilidade a todos os seus falantes (ainda aos que não a fala). Ademais, a pesquisa corrobora que a língua kriol quebra qualquer barreira que possa impossibilitar a comunicação entre as diversas etnias que coabitam naquele território, portanto, por meio da manifestação cultural e identitária guineense exercida em kriol, faz com que toda a população de Guiné-Bissau viva em união. Também, discutiu-se o papel dessa língua no sentido de romper as barreiras que possam existir, bem como ela funciona e, principalmente, a maneira que o povo se orgulha em usufruir dela em sua (con)vivência. Percebeu-se que, é necessário problematizar esse assunto, pois, kriol enquanto língua, como as outras, por que não ser estudada, com vista a apresentar a sua importância aos seus falantes. Ainda assim, esse trabalho respondeu a problemática como meio de comprovar que o kriol é a língua da convivência cultural guineense. Ainda, considerou-se a língua kriol como o próprio objeto desse trabalho. O desenvolvimento desse artigo se baseou em leituras de trabalhos como: artigos científicos, dissertações e outros trabalhos, sobretudo, é uma pesquisa bibliográfica, dado que a sua limitação se centra, singularmente, em revisões bibliográficas. A metodologia se respaldou em pesquisa qualitativa e os resultados finais comprovaram que o kriol é uma língua e não dialeto, e que essa língua é da crônica guineense, sobretudo, ela é a língua da unidade nacional.</p> <p>***</p> <p>Cet article visait à présenter les valeurs de la langue kriol, valeurs qui se reflètent dans le (s) rôle (s) même qu'elle représente en Guinée-Bissau. Pourtant, cet ouvrage, en revanche, démontre que cette langue appartient à tous les Guinéens, quelle que soit leur appartenance ethnique, que ce soit Balanta, Fula, papel ou manjaco, cette langue est utile à tous ses locuteurs (même ceux qui ne le font pas). En outre, la recherche confirme que la langue kriol brise toute barrière qui pourrait empêcher la communication entre les différents groupes ethniques qui cohabitent sur ce territoire, donc, à travers la manifestation culturelle et identitaire guinéenne exercée en kriol, elle entraîne toute la population de Guinée-Bissau á vivre en union. Aussi, le rôle de cette langue a été discuté dans le sens de briser les barrières qui peuvent exister, ainsi que son fonctionnement et, surtout, la façon dont les gens sont fiers d'en profiter dans leur (co) expérience. On a remarqué que, il faut problématiser ce sujet, car le kriol en tant que langue, comme les autres, pourquoi ne pas être étudier, afin de présenter son importance à ses locuteurs. Ainsi, ce travail a répondu au problème en prouvant que le kriol est la langue de la coexistence culturelle guinéenne. Pourtant, la langue Kriol était considérée comme l'objet de ce travail. L'élaboration de cet article s'est basée sur des lectures d'ouvrages tels que: articles scientifiques, dissertations et autres ouvrages, c'est avant tout une recherche bibliographique, étant donné que sa limitation se concentre, singulièrement, sur les revues bibliographiques. La méthodologie a été soutenue par des recherches qualitatives et les résultats finaux ont prouvé que le kriol est une langue et non un dialecte, et que cette langue est de la chronique guinéenne, c'est surtout la langue de l'unité nationale.</p> Bernardo Alexandre Intipe Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 131 144 Empréstimos das línguas bantu no português falado em angola: kikongu, kimbundu e umbundu https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/721 <p>Cada língua tem um léxico que a diferencia das demais, e ainda que seja derivada de outra, ela tem suas próprias características, tanto no ramo da fonologia como no da ortografia. O empréstimo linguístico é um fenômeno universal, logo como africanos (Angolanos) não fugimos à regra. O povo angolano é conhecido por usar a Língua Portuguesa como língua oficial e, sendo africanos, temos outras línguas que nos distinguem de outros povos dentro de África e do mundo. O léxico do Português usado em Angola, também chamado por alguns linguistas de<em> Angolês</em>, está repleto de palavras próprias, ou seja, o <em>sermo angolanus</em>. Essas palavras foram emprestadas das línguas bantu, por isso o nosso tema, <strong>Empréstimos das línguas bantu no português falado Em Angola: kikongu, kimbundu e umbundu,</strong> chama a nossa atenção, de modo a clarificar sobre suas origens e significados, e como essas palavras estão infiltradas dentro do Português que falamos. Este estudo pretende demonstrar como o Português falado em Angola é autêntico<span style="text-decoration: line-through;">,</span> e que tem bases para a sua autonomia. Daí a necessidade da apresentação de subsídios linguístico-semânticos para a abordagem das inquietudes linguísticas, relativamente à sua interpretação, pois eles foram, como que, emprestadas das línguas <em>Bantu</em>, e impuseram uma característica diferencial na língua oficial dos angolanos. Para esta investigação, usamos as pesquisas bibliográfica e de campo, sendo que foram entrevistadas algumas pessoas que têm como língua materna. O léxico de um povo conta estórias, transmite mensagens e evidencia culturas. É assim que a língua de um povo é vista, como sua identidade.</p> <p>***</p> <p>Nkoso ndinga ininanga ye mpovani yi kusuasanisanga kwa ndinga za kaka, kani kutu mu ndinga ye kaka ya tuka, yani uninanga ye mpilani ya vova, mpe ya masona. E ndefesu’a ndinga, ovo muna mputulukezo “empréstimo linguístico” yani yininanga vo nsilu wa nza wa mvimba, yi diano bonso africano za wonso, asi Ngola mpe ka akatukidi mu nzika ko. E mputulukezo yi ndinga lukutakezo lwa nkangu’ a Ngola. Nkasi bonso africano tuninanga, mpe ye ndiga za nkaka zikutusuasanisanga ye atu ’a nkaka mwa Africa ye mu nsi’a mvimba. E mpova ya mputulukezo yi vovuanga kwa nsi ya Ngola, ye toma zala mvimba ye mambu ma si’eto, muna Latim vo sermo angolanus, mo mabokelwango kwa akwamasona ma ndinga ovo Angolesi. E ma mambu matuka kibeni mu ndinga zeto za kisinsi, yi diano e zina dieto tubokele ovo <strong>madefeswa ma ndinga za Bantu mu mputulukezo y’Angola: kikongo, kimbundu, umbundu</strong>, yina kutunuengenesa mpasi vo ye toma kutusonga y mpila igutukillanga. Mu landa ye landidila, y wa nkanda se wa tusongesa ovo y mputulukezo yi vovuanga mu nsi ya Ngola ya kieleka kibeni, yi diano ifuene kala mvimba yeto. Yi diano vo, e ngindu za wonso za akwa masona ma ndinga za mbote kibeni, mpasi vo za katula e mpaka zakulu za mabakisua mandi. Wa mu ma masona, tuvangidingi ye yoyo ubokelwango ovo “pesquisa bibliográfica e de campo”, ye tuvovele ye atu a vovanga e ndinga za nsi zazi tusongese ovo tusonekene mu wa nkanda: Kimbundu, Kikongu ye Umbundu. E mpova za nkangu zi samunanga masavu, zi saulanga sangu ye songesa fu. Se yi wau yandi ka muenuango e fu kiani.</p> Abelina Marcos Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 145 161 O português kimbundizadu: uma análise de alguns dos enunciados da obra os conto de ukamba kimba https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/698 <p>O artigo visa descrever algumas das marcas linguísticas do <em>Kimbundu</em> no léxico do português falado em Angola, presentes na obra <em>Os contos de Ukamba kimba</em> (2013). Trata-se de evidenciar as principais características e especificidades da língua materna em contraponto com o português, de modo a justificar a ocorrência de palavras do léxico <em>Kimbundu</em>, regras morfológicas e sintáticas que especificam o uso da língua não materna por falantes angolanos. Para tal, discute-se as consequências provocadas pelo contato entre línguas, bem como as estratégias linguísticas adotadas pelos falantes como tentativas de eximir o conflito linguístico inevitável ao contato linguístico. Discorre-se, também, sobre alguns dos fatores que influenciam a transferência, a influência, a assimilação e interferência linguística de uma língua sobre a outra, por exemplo: fatores como a falta de domínio da língua portuguesa, a imposição legalmente instituída dessa língua que para a maioria dos falantes angolanos não é a língua materna, bem como a necessidade de ascensão social. Defende-se, por fim, que as ocorrências das marcas do <em>Kimbundu</em> no português não se configuram como “erros” ou “desvios” em relação à gramática do português, mas como fatos da língua.</p> <p>***</p> <p>Kamukanda kaka kalombolwela kidimbu kya uzwelelu wa dizwi dya kimbundu mu maba phutu yazwela mu Ngola, kala mukibandu kya misoso ya Ukamba Kimba (2013). Kizwela kukolesa ijembwete yatundu ni kidifanganu kitongolwela kuzwela kwa dizwi dya uvalukilu mukudilunga ni phutu mukutongolwela kukala kwa maba a dizwi dya kimbundu, ijila ya morfologia ni ya sintaxe itongolwela kuzwela kwa mazwi yo engi kwa azwedi akwa Ngola. Mukiki, abwata maka abekela kudilunga kwa mazwi, masunga a kwijiya kwa mazwi asolo kwa kifuxikya kulala kwa maka a mazwi adisweka mukudilunga ni kwijiya kwa mazwi kwakala na ni ukexilu umoxi wosambukisa, kitumikisa, kusambuka, kutetuluna ni kuvunza kwa mazwi kwalungu ni dizwi dyengi, kala kifika: ubangelu kala kukamba kwijiya dizwi dya phutu, kufumbidika kwalungu ni kwabange ni dizwi dya uvalukilu, kala na we kwandala kwidikisa kwa kifuxi. Abange kwila, mukusukaku, ukexilu wa idimbu ya kimbundu mu phutu kyakimono kala "kuzwela" mba "kuhambuka" kwalungu ni ijila ya kuzwela kibandu kya phutu, akitalesa kala ukexilu wa dizwi.</p> <p>***</p> <p>This article aims to describe some of the linguistic marks of <em>Kimbundu</em> in the lexicon of Portuguese spoken in Angola, present in the work <em>The Tales of Ukamba kimba</em> (2013). It highlights the main characteristics and specificities of the mother tongue as opposed to Portuguese, justifying the occurrence of words from the <em>Kimbundu</em> lexicon, morphological and syntactic rules that specify the use of the non-mother tongue by Angolan speakers. To this end, the consequences caused by the contact between languages is discussed, as well as the linguistic strategies adopted by speakers as attempts to eliminate the inevitable linguistic conflict. It also discusses some of the factors that affect the transfer, the influence, the assimilation and linguistic interference of one language over the other, for example: factors such as the lack of mastery of the Portuguese language, the legally instituted imposition of that language, that for most Angolan speakers it is not their mother tongue, and the need for social ascension. Finally, it is argued that the occurrences of <em>Kimbundu</em> marks in Portuguese are not to be considered as "errors" or "deviations" in relation to the Portuguese grammar, but as language facts.</p> Ivonete Da Silva Santos Maria Helena de Paula Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 162 184 Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB: uma universidade decolonial e afrocentrada https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/640 <p>O presente artigo tem como objetivo analisar os debates decoloniais e afrocentrados promovidos pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), fundada em 2010; perspectivada, assim como outras instituições universitárias, para a produção e disseminação do conhecimento, porém, tendo a África e outros lugares e povos historicamente subjugados, suas diásporas antirracista e anticolonial no epicentro do debate acadêmico. A UNILAB, além de apresentar uma proposta diferenciada e ousada com vista a superação da colonialidade do saber, do poder e de ser<a href="https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/workflow/index/640/5#publication/titleAbstract/#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, também se destaca em alguns elementos fundamentais que são as bases da sua construção entre as quais: a democratização do acesso ao saber popular, a internacionalização e a integração intercontinental, considerando heranças históricas em comum entre o Brasil e os países africanos da língua oficial portuguesa (PALOP’s) e o Timor Leste na Ásia. Para a realização deste trabalho elegeu-se a análise documental e a pesquisa bibliográfica como principais procedimentos metodológicos para produção de dados.</p> <p>***</p> <p><strong>Rusumu </strong>és tarbadju fasi avaliason di discutisons kuna djubi djitu di liberta i fassi nobu manera di pruduzi cunhicimentu ku kana parci k d eropa, i discuti manera di no bata da balur tudu kil ku di nos k manga di bias Universidadi di Integrason Internacional di Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) ta papia del i nsina si djintis. És universidade fassidu na anu 2010, ku manera di fassi cunhicimentu kuna tissi i da balur manera di vivi na África i di púbis di utru lado di mundu ku sploradus pa colons. UNILAB fora di kuma ina mostra utru manera di pensa, cunhicimentu kuka parci ku di colons i busca caba ku kusas ku cata balura no cunhicimento, no puder i ku no manera di sedu, tambi i misti fassi pa púbis sploradu cunsi cunhicimentu, ita tarbadja ku terras di utrus continenti i ita busca uni Brasil k terras di África kuta papia purtuguis ku Timor Leste ku sta na Ásia. Pa fassi és tarbadju no cudji djubi ducumentus i busca cunsi tarbadjus di utrus djintis ku papia di problema.</p> <p>***</p> <p>This article aims to analyze the decolonial and Afro-centered debates promoted by the University of International Integration of Afro-Brazilian Lusophony (UNILAB) built in 2010, epistemologically directed for the production and dissemination of knowledge with envolving Africa, other places and historically subjugated people, their anti-racist and anti-colonial diasporas at the epicenter of the academic debate. UNILAB, in addition to presenting a differentiated and daring proposal with a view to overcoming the coloniality of knowledge, power and being, also stands out in some fundamental elements that are the bases of its construction, among which: the democratization of access to popular knowledge, internationalization and intercontinental integration considering common historical inheritances between Brazil and the African countries those have Portuguese as a official language PALOPs and Timor East in Asia. The accomplishment of this work was chosen documental analysis and bibliography research as the main method for data production.</p> <p><a href="https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/workflow/index/640/5#publication/#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p> Leonel Vicente Mendes Felisberto Júnior Pedro Bacurim Deuinalom Fernando Cabanco Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 185 204 Um olhar sobre ensino de LP em Angola: reflexões acerca da conjugação verbal nas provas dos candidatos aos cursos da EPLN/2019 https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/665 <p>Este artigo é um dos resultados da pesquisa realizada no curso de mestrado em Educação na EPLN/ULAN. O seu objetivo geral é fundamentar sobre o processo de ensino-aprendizagem da LP em Angola. O interesse em realizar esta pesquisa residiu em observar, apresentar e reflectir em torno do nível da conjugação verbal dos candidatos aos cursos da EPLN/2019. Para este estudo partimos do seguinte problema de pesquisa: Qual é o nível da conjugação verbal dos candidatos aos cursos da EPLN/2019? Esta pesquisa mostrou que os candidatos aos cursos da EPLN no ano académico 2019 apesentavam dois níveis de entendimento em relação à conjugação verbal. O primeiro tem a ver com a desconexão da conjugação verbal como um exercício, ou seja, 183 candidatos correspondentes a 96,82% quando conjugam verbo sem uso de frases ou textos separam os pronomes e as formas verbais utilizando um desses sinais: (-), (→), (:), (=). O segundo entendimento é que quando se escreve textos ou discursos os verbos são conjugados sem os sinais ora apresentados. A nossa pesquisa é de carácter diagnóstico, trabalhamos com um corpus de 189 testes de ingresso da EPLN da ULAN, ano académico 2019 e ao longo dela usamos os seguintes métodos: estudo documental; observação, tabulação, análise percentual; contamos, igualmente, com o questionário e guião de observação como técnicas para coleta de dados.</p> <p>***</p> <p>Isoneka ino ily kuzuka cakukimba, calingiwile mu ufumbo ua cizavu cawlilongeselo wamana amucaly caku EPLN/ULAN. Xindakenyio yia cikuma cino ceswe yili kuxixika kutwala ha kulongoloka cahongeso-nyi-kulilongesa ca limi lyia putho mu Angola. Nionga lyia kutuala hakukimba camana wano, lina kakatuka kuhengula, nyi kusolola, nyi kunyonga hakutwala kucimako cakulita hakuhandjika ca lyiji kuli alongi hakutwala kuyihanda yia ufumbo wamalongeso aku xikola yia mana akulongesa nowo yia EPLN/2019. Malongeso wano tunakaputukila kukimba haximbi yia mulonga ngwe uno: cimako cikha catuala hakulita cakutata cakuhandjika caliji lyia alongi kutwala ku ufumbo wamalongeso eswe aku EPLN/2019? Kukimba cino cinakasolola ngwenyi alongia ku ufumbo wamalongeso akulongesa nowo aku EPLN kumwaka wa malongeselo wa 2019 asolwele yi mako yiali yia kulivwa ha kutuala kutata ca kuhandjika ca lyiji. Cikuma citangu cinatwale ku cimue kweseka ca ulilongeselo, handji ngweni 183 a alongi anatayie kukulita ca kwalula ca 96,82% ximbu lize akutata kuhandjika liji ngwe mutambi wa samandemba, muze kexi kukumbanissa lyie lijimu masona nyi mu isoneka, kaku handununa cixina ca majina, nyi myianda yia kutata cakuhandjika nyi kusolola casona ngwe jino: (-) , (→), (:), (=). Kulivwa cacikuma camucaly cinatwale ku isoneko ngweni muze akusoneka isonekeso nyi kuhandjidika ca akwa mana kutata cakuhandjika camaliji a uhandjikilo kakwanhandjika kexi kwanunga nyi sona jize twasolola khulu kunima. Kukimba cetu cinatwale ku mwanda wa kufupa cakuhengula, txuma kakilikita nyi undji wa 189 ha txutale ha yieseko yia uhaxi wa utaizo wa ungililo ku EPLN yia ULAN, ha mwaka wa malongeselo wa 2019, ha kulongoloka camwaka waco txunakakilikita mu myanda yino: malongeso ha mikanda yia ximbi, kuhengujola, usolwelo wa isoneko yietu, nyionga lyia kwalula ha kuteta cawlemo, milimo yino txunakailulyeka nyi kulita nyi mikanda yia ximbi ja uhulilo, nyi mikanda yia wendeselo wa kuhengujola camalyindjekela akuca naco ximbi.</p> Francisco Sérgio Manuel Mabiala Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 205 226 Tradução e acomodação linguístico-cultural da lei de violência doméstica praticada contra a mulher à comunidade “tshwa” https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/794 <p>Com este trabalho de estudo filológico sobre a língua Citwsha, que incorporou não só linguistas, tradutores mas também juristas, mais do que traduzir a lei nº 29/2009 - <em>Lei sobre a Violência Doméstica praticada sobre a Mulher </em>- para a língua mais falada na província de Inhambane, Sul da República de Moçambique, pretendeu-se através da aplicação de um inquérito sócio-linguístico aos falantes desta língua, propor novos lexemas que não tenham correspondência em Citwsha, contribuindo assim para a dissiminação da informação, fazendo-a chegar a todos os cidadãos, incluindo os que não falam a Língua Oficial, o português. Paralelamente a estes objectivos, produzimos um mini-glossário que visa, essencialmente, acomodar as unidades lexicais da língua portuguesa que não encontram o seu correspondente na língua Citshwa. A estratégia usada foi a criação de nova palavra adequada ao que se pretende comunicar, suprindo a lacuna vocabular, com o recurso a neologismos semânticos, lexicais e sintácticos, ou uma vez que o documento é para um público geral com diferentes níveis de formação e informação, torna-se imperativo o uso de uma linguagem simplificada e comum. Consideramos, após a realização do trabalho, que atingimos os objetivos propostos. No entanto, estamos cientes de que este estudo é também um ponto de partida para nós próprios e para todos aqueles que pretenderem discutir a eficácia destas traduções. Esperamos alargar o nosso estudo às demais línguas bantu de Inhambane. Se novos dados mostrarem que esta abordagem é inadequada ela deve ser abandonada e procuradas novas formas de explicação. Por vezes mesmo, a proposta de uma perspectiva deficiente e refutável pode trazer luz sobre um aspecto até aí mal compreendido.</p> <p>***</p> <p><strong>&nbsp;</strong>A tiru lowu wa zvigonzo zva wutlhari hi lirimi ya Citshwa, umahilwi hi kuhlengela ka vagonzi va tirimi, vatoloki va tirimi ni titlhari ta nayo, vatoloka nayo wa 29/2009 – <em>Nayo mayelanu ni Tihanyi Ngangwini Timahelwaku Wasati </em>– hi lirimi leyi yiwulawuliwaku ngovhu lomu ka cipanze ca Nyembani. Tiru lowu, umahilwi hi zviwutisu mayelano ni mahanyela ni lirimi ka va wulawuli va lirimi leyi, kuveka magezu lawa mangavhumala tlhamuselu hi lirimi ya Citshwa, kuya mahlweni ni kuhaxa mahungu ka vontlhe vanhu, hambi lava vangawulawuliku lirimi ya cilungu – Ciputukezi.&nbsp; Mayelanu ni mikongometo leyi, kutumbunukuxilwe citlhamusela magezu leci citirelaku kuye ngenisa magezu ya lirimi ya Ciputukezi lawa mangakumiku ndawa kumawula hi Citshwa. Wutlhari gitirisilweku legi gakupola gezu gisva giyelanaku ni legi giwuliwaku, hivhala vangu ya gezu lego, na kukhegelwa ka wutlhari ga matumbunuxela ya magezu masva ndzeni ka lirimi yo kari ni kuyelana ka gezu lego mayelanu ni mhaka ya kona, ni kukota lezvi tsalwa legi giyaku ka titlhata tohambanahambana mayelanu ni zvigondzo kutani ni kuzvitiva kabze ka kutumeteka lezvaku mativekaku ka vontlhe. Hiwona lezvaku, ndzaku ka kumahiwa ka tiru lowu, mikongometo ya hina leyi hingayixuvile hiyikotile kuyikumela. Hemba hoko, hazvitiva lezvaku gondzo leyi indlela ya masangulu aka hina wutsumbu aka vontlhe lava vatangalava kubulisana hi natshamela ya maturukelela. Hayandzisa gondzo yá hina ka tin’wani tirimi ta tumbunuku ta lomu Inhambane.</p> <p>***</p> <p>With this work of philological study on the Citwsha language, which incorporated not only linguists, translators but also lawyers, more than translating law nº 29/2009 - <em>Law on Domestic Violence practiced on Women </em>- into the most spoken language in the province of Inhambane, South of the Republic of Mozambique, it was intended, through the application of a socio-linguistic survey to speakers of this language, to propose new lexemes that have no correspondence in Citwsha, thus contributing to the dissemination of information, making it reach all citizens, including those who do not speak the Official Language, Portuguese. In parallel to these objectives, we have produced a mini-glossary that essentially aims to accommodate lexical units of the Portuguese language that do not find their counterpart in the Citshwa language. The strategy used was to create a new word, adequate to what is intended to be communicated, filling the vocabulary gap, with the use of semantic, lexical and syntactic neologisms or since the document is for a general public with different levels of education and information, it becomes imperative to use a simplified and common language. We consider, after carrying out the work, that we have reached the proposed objectives. However, we are aware that this study is also a starting point for ourselves and for all those who wish to discuss the effectiveness of these translations. We hope to extend our study to the other Bantu languages ​​of Inhambane. If new data shows that this approach is inadequate, it should be abandoned and new forms of explanation sought. Sometimes, even the proposal of a deficient and refutable perspective can shed light on an aspect hitherto poorly understood.</p> Danifo Ismael Chutumiá Salomão António Massingue Carlos Massango Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 227 244 Análise da contribuição dos Conselhos Comunitários de Segurança (CCS) na prevenção criminal no bairro da Matola “A” https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/793 <p>O artigo analisou a contribuição dos Conselhos Comunitários de Segurança na prevenção criminal no bairro da Matola “A”, Município da Matola. O artigo optou pela abordagem mista auxiliada pela técnica de análise do conteúdo na perspectiva de Bardin (2006). Para a recolha de dados foram administradas entrevistas estruturadas aos membros da PRM, dos CCS envolvidos na implementação dos CCS e questionários padronizados aos residentes. O estudo baseou-se numa amostragem não probabilística por conveniência constituída por 29 indivíduos dos quais 4 membros da PRM, 5 dos CCS e 20 moradores do bairro da Matola “A”. O estudo verificou que os CCS no bairro da Matola “A”, funcionam apenas com os líderes comunitários que partilham informações sobre a situação criminal do bairro da Matola “A”, ao Chefe do Sector do Posto Policial do Mercado Santos. A PRM apenas presta assistência aos líderes comunitários em matéria operativa. As reuniões de ligação Polícia - comunidade e o patrulhamento são as atividades realizadas com maior frequência para implementação dos CCS, mas a participação dos cidadãos nestas atividades é muito fraca, embora os mesmos tenham conhecimento do seu dever de participar nas mesmas atividades. Assim, o estudo concluiu que os CCS contribuem na prevenção criminal no bairro da Matola “A”, através das denúncias das manifestações delitivas e partilha de informações para a prevenção e esclarecimento de casos criminais. Assim, o artigo propõe que ao nível das esquadras e Postos Policias da PRM se integrem os CCS na estrutura orgânica das Esquadras e dos Postos Policiais da PRM, a nível do MINT, a criação de mecanismos para aprovação de um instrumento legal que elucida os atores responsáveis pela criação dos CCS e o respectivo regulamento que orienta o seu funcionamento, a nível do Governo, a remuneração dos líderes comunitários que participam nas atividades dos CCS.</p> <p>***</p> <p>A gondzo leyi yixopaxopile civhunetelo ca huwo ya kutiyisana hithlelo ga kutivhikela wugevengi kaMatsolo-“A”, cipandzeni ca kaMatsolo. A gondzo yikhedhile a xopaxopelo gakupatsana, na givhunetelwa hi mawonela ya Bardin (2006). A kuxopaxopeni kutirhisiwile a nongoloko wa zviwutisu ka maphoyisa, ni ka ca huwo ya kutiyisa mugangeni hithlelo ka wugevenga (CCS), ni zviwutisu za matshamela man’we mabohiweke, ka vahanyi va muganga. A wuxopaxopi legi gitiseketelile ka nkombekisu wokala <em>probailistica</em>, ka ntlawa wa makhume mambiri ni nthlanu ni mune wavanhu, kavona mune maphoyisa, nthlanu valumba CCS, makhume mambiri valumba vahanye va muganga wa kaMatsolo-“A”. A wuxopaxopi legi gitsumbuluxile ku a maCCS ya cipandzi ca kaMatsolo-A mafambisiwa ntsena hi varhangeli vacipandze, lava vakhemelenaku mahungu yakufambelana ni wugevengi cipandzeni ca kamatsolo ni tihosi ta Setori le Bazareni ga Santos. A Wuphoyisa ga Tiku ga Musambiki (PRM) gi seketela varhangeli va cipandze mayelanu ni ntiru awuwoneleli. A minthlanganu ya Wuphoyisa – Cithsungu zvin`we ni wuhloti ga zvigevenga, mintiru yi mahiwaku nguvhu hi maCCS, kambe a cithsungu acitinyiketeli hambi lezvo citivaku a fanelo leyo yakukumeka ka mintiru leyi. Hikokwalaho, wuxopaxopi legi gichikele magumu yaku amaCCS mavhunetela ka wuvhikeli ga wugevengi ka cipandzi ca kaMatsolo, hikolaho ka kukecara zvilo zvawubihi ni kukhemelana ka mahungu ya kuvhikela ni ku thlamusela ta wugevenga. Hikokwalaho, a mawonela ya gondzo leyi, hilawa yaku lomo zvikwadhereni ni tiPosto ta wuphoyisa ga tiku kufanela kupetiwa maCCS, kambe kulaveka mphepho wa minayo yakufambisa matirela, ni&nbsp; mahakhelela yakona kavarhangeli va cipandze mayelanu ni ntiru awuwoneleli.</p> <p>***</p> <p>The article analyzed the contribution of Community Security Councils to crime prevention in the neighborhood of Matola “A”, Municipality of Matola. The article opted for the mixed approach aided by the technique of content analysis from the perspective of Bardin (2006). For data collection, structured interviews were administered to members of the PRM, the CCS involved in the implementation of the CCS and standardized questionnaires to residents. The study was based on a non-probabilistic convenience sample consisting of 29 individuals, including 4 members of the PRM, 5 of the CCS and 20 residents of the Matola “A”, neighborhood. The study found that the CCS in the Matola A neighborhood work only with community workers who share information about the criminal situation in the Matola neighborhood to the Sector Head of the Police Station of Mercado Santos. PRM only assists community leaders in operational matters. Police - community liaison meetings and patrolling are the activities most frequently carried out for the implementation of CCS, but citizen participation in these activities is very weak, although they are aware of their duty to participate in the same activities. Thus, the study concluded that CCS contribute to criminal prevention in the neighborhood of Matola through denunciations of dilutive manifestations and sharing information for the prevention and clarification of criminal cases. Thus, the article proposes that at the level of PRM police stations and police stations, CCS should be integrated into the organic structure of PRM police stations and police stations, at MINT level, the creation of mechanisms for the approval of a legal instrument that clarifies the actors responsible for the creation of the CCS and the respective regulation that guides its operation, at the Government level, the remuneration of the community leaders who participate in the activities of the CCS.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> Vicente António Vicente Sílvia Verónica Paulo Suaze José de Inocêncio Narciso Cossa Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 245 268 Efeitos Político-institucionais da Cooperação Internacional para o Desenvolvimento em Moçambique: 1986-2016 https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/777 <p>O artigo analisa os efeitos da cooperação internacional na construção institucional em países em vias de desenvolvimento, olhando particularmente para o caso de Moçambique (1986 - 2016), por ser um País com um alto nível de heteronímia, desde a sua fundação (em 1975), mas que apesar de várias reengenharias institucionais, os seus resultados não são satisfatórios. Sendo assim, o argumento central que se procura explorar no artigo é que é preciso não terminar a ajuda, mas esvaziar a tradicional <em>oligoparticipação, </em>dominada entre doadores e o executivo. Todavia, importa ter em conta que qualquer esforço na linha aqui proposta deverá levar em consideração que olhando para principais arenas e atores do processo de políticas públicas, desde governamentais, empresariais, mercados e sociedade civil, constata-se que o nível de fragilidade das instituições para uma eventual oposição aos doadores é mínimo pois todos eles são dependentes para o seu funcionamento, erodindo-se as circunstâncias em que o Estado não se transforma em “pedinte”. Esta incapacidade do país em lidar eficazmente com as instituições multilaterais agrava-se com o fato de nunca ter apresentado alternativas, pelo contrário, antes da suspensão da ajuda, celebrava-se recorrentemente a sua condição “bom menino e cumpridor dos conselhos de agências internacionais”.</p> <p>***</p> <p>Makala hii inachambua athari /matokeo juu ya ushirikiano wa kimataifa katika ujenzi wa taasisi katika nchi kupitia maendeleo kwa kuitazama haswa hali ya Msumbiji katika kipindi baina ya (1986 - 2016), kwani ni nchi iliyokandamizwa kwa kiwango cha juu, tangu kuanzishwa kwake (mnamo 1975), ambapo pamoja na kuanzishwa/ kuundwa kwa Taasisi za kimkakati bado matokeo yake hayaridhishi. Kwa kuzingatia hivyo, ndiyo sababu hoja ya msingi ambayo makala hii inakusudia kuijadiri ni kwamba suala la muhimu siyo kukatisha misaada, lakini kuondoa utamaduni uliozoeleka wa udhibiti wa soko baina ya ya wahisani ( donors) na serikali. Hata hivyo ni muhimu kuzingatia kwamba juhudi zozote ziliopendekezwa hapa zinapaswa kuzingatia kwamba, kwa kutazama medani juu ya waandaaji wa mchakato wa sera za umma, tukianza na serikali yenyewe, ( watawala) wafanyabiashara, masoko na hata asasi za kiraia, inaonekana wazi kwamba kiwango cha udhaifu wa taasisi za kupinga wahisani ni kidogo sana na kwa kuwa zote zinategemeana katika utendaji wake, na kuondosha/ kumaliza mazingira ambayo Nchi haiwezi kuwa "omba omba". Kushindwa huku kwa nchi kujizatiti vyema / kwa ufanisi dhidi ya taasisi za kimataifa za kifedha kunachochea ukweli kwamba haijawahi kutoa njia mbadala, na labda kinyume chake kabla ya kusimamishwa kwa misaada, hadhi yake ilikuwa ikisifiwa mara kwa mara kama "kijana mwema" anayefuata / mtiifu juu ushauri wa mashirika ya kimataifa".</p> Pedro Guiliche Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 269 292 O impacto da cultura sobre a sexualidade entre os makhuwas da Província de Nampula do Norte de Moçambique https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/715 <p>Entre os <em>makhuwas</em> a sexualidade determina em grande parte a classificação de “bom homem” e de “boa mulher”. A sexualidade e as suas prescrições e interditas, bem como as suas possibilidades de expressão, são, na realidade, um dispositivo pelo qual a cultura ordena as representações e ações dos sujeitos. Este artigo analisa o impacto da cultura sobre o comportamento sexual dos <em>makhuwas</em> do norte de Moçambique. Para a consecução da pesquisa, recorremos à abordaguem qualitativa e à pesquisa bibliográfica, onde a sexualidade dos <em>makhuwas</em> foi tomada como elemento central para a compreensão da ordem de género, ao mesmo tempo que é socialmente constrangida ao modelo cultural. A conclusão, neste artigo, é de que a cultura, apesar de não ser o único factor, influenciador do comportamento sexual, entre os <em>makhuwa,</em> desempenha um papel fundamental na socialização sexual através dos ritos de iniciação ou ritos de passagem, que representa a passagem da infância para a fase adulta, que torna a mulher ou o homem, um feminino ou viril.</p> <p>Pa dzinza la wamakwa ucindo ndibo umbauonessa kuti muthu ninkazi wacadidina umuna bwacadidi. Uxindi na mukho wacene, na kaoneso kace ndibo bumbalenga makhalidwe ya wathu pa wamakua kumsolo wadziko la Moçambique. Nfunzo lomweli la kwanisika thangue tawerenga mapepala na malivro; nfunzo lomweli lidakwanisikapomwe thangue tidaceza ticibvunza na wamakwa wazingi. Nkani ikulu apa ni yakufuna kudziwa kuti wamakwa wambabverana tani wangala mamuna na knazi walipezi. Nfunzo womwei wationesa kuti mikho na kakhalidwe kawo iwo wamakuwa ndibzwo bzwimbacita kuti kubverana kwa wamuna na wakazi, papezi, kasiane na madzinza yanango. Kudzinza la wamakuwawo, mutshikana angamera masuku ambatenguiwa acimuyendesa kumwalimu. Kumwalimuko ndiko ambanfunzisiwa bzwa kugonia na wamuna niciani na ulemu wakumpasa mamunayo, watshikana wambacoka kumweko wacidziwa kuti banja niciani. Waphalembo wambanfunzisiwa kuphata wakazi, kumanga goero, na kugwatiua kanda la cakutundira.</p> Joaquim Maloa Geraldo Cebola Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 293 306 Currículo local e desenvolvimento comunitário: Um olhar à província de Manica, Moçambique https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/795 <p>Este artigo analisa em que medida o currículo local estimula o desenvolvimento comunitário na província de Manica, em Moçambique. A política curricular deste país prescreve que no ensino básico, 20% do tempo de cada disciplina são para a leccionação de conteúdos locais. Tem, pois, em consideração a necessidade de articulação dos saberes formais, herdados e reconhecidos globalmente, com os saberes locais, em prol do desenvolvimento sustentável de cada aluno, de sua família e da comunidade em que estiver&nbsp; integrado. Com efeito, em termos teóricos partimos do pressuposto de que o currículo local constitui uma oportunidade de uma emancipação evolutiva das zonas rurais. Este artigo resulta de uma pesquisa qualitativa, baseada na análise na inquirição por entrevista, ocorrida entre Abril e Setembro de 2021, nos distritos de Chimoio, Vanduzi e Gondola. Da análise feita chegámos à conclusão de que o desenvolvimento do currículo local em Manica é passível de reconstituições, de modo a que se possa estimular significativamente um desenvolvimento comunitário que seja cada vez mais sustentável.</p> <p>***</p> <p>Xipfuno lexi xini nkongometo waku xiya-xiya ndlela leyi hayona ajonndzo ya ta tiko yipfunetelaka nhluvuku wa vayakitiko atikweni la Manika. Anawu wa jondzo atikweni leli utsema lesvaku eka xigava lexichiwaka xakusungula xa jondzo, 20 % wa nkama eka disciplina linwani ni linwani wulondzovotiwa ekujondzisa sva tiko lolelo. Leyi yivoniwa yili ndlela yaku patsa vutivi la misava hinkwayu ni la muganga akuva svijondzisiwa svita pfurhetela nhluvuku eka vatsongwani, minjangu yavona ni muganga hinkwawu. Hindlela leyi, masungulo ya xipfuno lexi hilawa ya lesvaku jondzo ya ta tiko indleya yaku hluvukisa tidhawu tale handle ka madoropa. Xipfuno lexi xichiwa pesquisa qualitativa. Xiyendliwe svanga mihandzu yaku kola hindlela ya entrevista, eka tiwheti ta Abril kuya fika Setembro wa lembe la 2021, ka vafambisi va jondzo eka matikontsongo ya Manika, manga madistrito ya Chimoio, Vanduzi ni Gondola. Ndzeni kaku xiya-xiya kahina hikume lesvaku jondzo ya ta tiko le Manika yilava kulungisiwa, akuva yita kota kupfurhisa svinene nhluvuku wa vahanyitiko.</p> <p>***</p> <p>The article analyzes the extent to which the local curriculum stimulates community development in Manica province, Mozambique. The curriculum policy of this country prescribes that for basic education, 20% of the teaching time in each subject are for the integration of local contents. It thus takes into consideration the need to articulate formal knowledge, inherited and globally recognized, with local knowledge, for the benefit of the sustainable development of each student, his family, and the community in which he is integrated. In fact, in theoretical terms we start from the assumption that the local curriculum is an opportunity for an evolving emancipation of rural areas. This paper is the result of a qualitative research, based on interviewing, which took place between April and September 2021, in the districts of Chimoio, Vanduzi, and Gondola. From the analysis we concluded that the development of the local curriculum in Manica is subject to reconstitutions, in order to significantly stimulate a community development that is increasingly sustainable.</p> Fernando Rafael Chongo Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 307 323 Afrocenticidade, currículo e identidade cultural no ensino secundário: um estudo de caso em São Tomé E Príncipe, 2010-2020 https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/781 <p>O presente artigo propõe uma análise crítica sobre o currículo do componente de História. Para estes fins, pretende-se fazer uma análise sobre a identidade cultural, no sistema de ensino secundário entre 2010 e 2020 a partir da epistemologia da Afrocentricidade. Além disso, refletir sobre educação Afrocentrada e a necessidade de inclusão dos conteúdos africanos nos livros didáticos e pragmatizados em sala de aula. Sendo assim, partiremos da seguinte pergunta: uma educação afrocentrada em São Tomé e Príncipe contribuirá para a construção e a valorização da identidade cultural do povo santomense? Do ponto de vista metodológico este trabalho pauta pela abordagem qualitativa, privilegiando a análise bibliográfica, como, livros, monografias, e artigos partindo de referências como Benedito (2016), Cardoso (2020), Melo (2020), Candau (2008), Diop (1991), Silva (2016), Nascimento (2008), Tavares (2020), Asante (2009), entre outros. Este trabalho é relevante para pensar problema geracional e racial que atravessam o sistema educacional santomense e com seus impactos em diversas dimensões como política, económicas, social, epistemológica, entre outras. Ademais, pensamos que este trabalho poderá servir como aporte científico, para pesquisas futuras em educação em São Tomé e Príncipe, considerando os caminhos epistemológicos que propõe uma nova narrativa epistêmica e projeto pedagógico compromissado com a construção da consciência histórica e a libertação das mentes.</p> <p>***</p> <p>Pesente atigo ka propo analigi un ã kritxika na kurikulu di sua na sugundo xikulu di tisero anu na patxi konheximentu di Afroxentxidadi. Po ine dixizan sê a ka petendê fezê analigi kritxika na identxidadi kuturali na sistema di enxinu na 2010- 2020 (dosú mili dexi a dosú mili vintxi) na patxi di konheximentu di Afroxentxidadi. Na vizanda sé atê ki refletxi na edukasan afrocentrada i nesexidadi di inklusan na kontxidu lokali i africanos na livu didatxiku i debatxidu na sala di aula. Na vizanda sé kapatxi a ka punta: Edukasan un ã afrocentrada na santomé K’ie a kontxibui na peservasan i na valorizasan identxidadi kuturali di povo Santomé K’ie? Na visan metodologiku xivisu sê ka pauta na abodagi qualitatxiva peve ka previligia analigi bibliográfica mo, livu, monogafia, atigo patxi na referexia mo: Benedito (2016), Cardoso(2020), -Melo (2020), Candau (2008), Diop (1991), Silva (2016), Nascimento (2008), Tavares (2020), Asante (2009). Xivisu sê sa relevantxi pa no tê xintidu di poblema gerasionaly ki rasialy ki sa pasa nu dentu edukasionaly di santomenxy ki sê inpatu na montxy dimensan mody politxica,ekonomika ,sosialy,epistemologicaly , ki ôtô kuanwa .Ate ki no ka pensa ki xivisu sê sa we xivi mody póóto xientifiku ,pa buka futuru na edukasan na santo me k ie ,na pasu epistemologiku ki ka da txy vida nova ,naratxiva epistêmika ki pojetu pedagojiku zuntadu ki kostrusan ki kuxense na kontu ki libertasan ki kabese.</p> Mirian Fonseca da Costa Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 324 342 Scholarly communication among agriculture researchers in Mozambique https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/670 <p>The article reports on a study of scholarly communication among researchers at IIAM, the leading agriculture research institute in Mozambique. It had two components: a bibliometric survey of Mozambican agricultural research publication and a questionnaire survey. The bibliometric survey found research output in terms of formal publication to be rather low. Of the 37 peer-reviewed journal articles related to agriculture in Mozambique in the years 2004 to 2010, only 11 had Mozambican authors. The second phase highlighted the dominance of reporting at conferences and in technical reports. Both phases reveal the importance of collaboration with partners outside Mozambique. The questionnaire survey suggests a number of possible reasons: the dominance of English in international reporting of research; the lack of journals in Mozambique; the more easy availability of funding from outside partners; and the lack of incentives.</p> <p>***</p> <p>Nkomiso hi Xichangana: Xitsalwana lexi xihlawutela tindlela ta mbulisanu mayelanu ni vutivi, ndzeni ka vaxopaxopi va IIAM, ndzawula leyi hirhangeleka vuxopaxopi la ta wurimi a Musambiki. Axitsalwana lexi xini sviyenge svimbirhi anga lesvi: bibiliyometika la vuxopaxopi la wurimi a Musambiki ni vuxopaxopi leli liyendliweke hi xivutisela. Vuxopaxopi la bibiliyometika likombise Lesvaku ntsego wa svitsalwana lesvisvipaluxiweke i yitsongo svinene. Ka 37 wa svitsalwana sva ta wurimi tikweni lesvi svipaluxiweke ka marevhixta ya vuhlelingatsimbirhi mahelanu ni ka malembe ya 2004 kuafika ka 2010, ntsena 11 wa svona svitsaliwile hi vaxopaxopi va Musambiki. Nakona wuxopaxopi likombise ngopfungopfu, maphepharungula ya mintirhu ya wuxopaxopi, lawa makombisiweke eka tinhlengeletanu nkombiso ni le ka maphepharungula ya vutshila. Sviyenge há svimbirhi svikombise hi ntshima, lisima la kutirhisana ndzeni ka vatsali va Musambiki ni vale handle ka tiko. Xivutisela xixungeta kutirhisiwa svinene Xinghiza emitikweni ya misava, akutsaleni ka svitsalwana; kupfumaleka ka marevixta ya kupaluxa ka wona aMusambiki; kupfumaleka ka timale tosapota wupaluxi la svitsalwana, tani svivangelo sva wupaluxi litsongo aMusambiki.</p> Policarpo Matiquite Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 343 361 Pathologies communicatives et quelques remédiations https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/699 <p> L’enseignement de la langue française est dans une situation préoccupante car on obtient des résultats très sensiblement inférieurs à la moyenne. Il est judicieux de signaler que l’objectif premier de chaque langue est la communication, néanmoins, les étudiants ont du mal à communiquer, à s’exprimer oralement … En effet, le présent travail s’attache à chercher et à reconnaitre les raisons pour lesquelles il y ait un échec massif concernant ce point .Sur ce, lorsqu’on apprend une langue, nous ne devons pas nous limiter à écouter et à comprendre car c’est insuffisant dans l’apprentissage d’une langue étrangère : ce qui permet de souligner l’importance de la production orale. D’ailleurs et pour mener à bien notre recherche, nous envisagerons dans un premier temps de décrire de façon exacte et concrète à quel point les étudiants de licence de français ont des lacunes au niveau de l’oral, dans un second temps, nous allons déterminer les raisons qui peuvent expliquer cet échec et nous allons nous appuyer sur des analyses statistiques :( enquête, questionnaire). Après l’analyse du corpus, nous suggérerons dans la troisième partie de cet article quelques propositions pédagogiques selon notre point de vue de l’étudiant-chercheur.</p> <p>***</p> <p>من الحكمة الإشارة إلى أن الهدف الأساسي لكل لغة هو التواصل، ومع ذلك، يواجه الطلاب صعوبة في التواصل والتعبير عن أنفسهم شفاهيًا... في الواقع ، يركز هذا العمل على البحث عن الأسباب التي أدت إلى حدوث فشل كبير والتعرف عليها. في هذا الصدد ، عند تعلم لغة ما ، يجب ألا نقتصر على الاستماع والفهم لأنه غير كافٍ في تعلم لغة أجنبية: مما يسمح بالتشديد على أهمية التحدث. علاوة على ذلك، ولإجراء بحثنا، سننظر أولاً في الوصف بطريقة دقيقة وملموسة إلى أي مدى يوجد لدى طلاب ثغرات على المستوى الشفاهي، وثانيًا، سنحدد الأسباب التي يمكن أن تفسر هذا الفشل وسنعتمد على تحليلات إحصائية. بعد تحليل المدونة، سنقترح في الجزء الثالث من هذه المقالة بعض المقترحات التعليمية من وجهة نظر الطالب-الباحث</p> Sarra Rezgui Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 362 376 Línguas e culturas em Angola https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/798 <p>Toda a língua é produto de uma comunidade social específica e, enquanto veículo viabilizando as interacções comunicacionais entre os membros dessa comunidade, é com ela e, através dela, que as sociedades não só partilham conhecimentos, sentimentos e ambições comuns, como também, conformam um Saber geral endógeno, através da textos orais e escritos. À semelhança do que aconteceu com todos os outros Povos, foi pela via da oralidade que vieram à luz, os primeiros textos de cariz cultural, permitindo aos mais velhos transmitir à jovens gerações, todo o conhecimento criado e desenvolvido por todos os integrantes. A experiência colonial criou condições para a emergência, no País, de dois tipos de criações culturais, a saber, textos orais e textos escritos. Os primeiros tiveram como língua de expressão as línguas locais e, os segundos a língua portuguesa.</p> <p>***</p> <p>Basi yonsoko Nsi bakele mbembu oyo bitubanga. Muna mbembu ben'oyo mwa bibaka ubula zinkungu, ukabaziana luzabu lu Nsi, maiindu ai mamonso mun'ka malele ke nzingulwau masonemeze ai ma mangizi sonama. Dede kwandi buna babela basi nsi zin'ka lu saba lusonama ko ai luzabu ai cinkulu luna bana buleze balongukwa ke bakuluntu. Basi Mputu ba batwala n'kanda ku Ngola. Mu ibilocio basi Ngola bubaka ulonga cinkulu ci nsi ben'oyo mu n'kanda usonama (cimputu) ai muna mbembu bwala.</p> Amélia Arlete Mingas Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 377 385 Tradução da poesia “Miserere” de Lídia Jorge para o árabe marroquino https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/775 <p><strong>MISERERE</strong>, é um texto poético da autora portuguesa <strong>Lídia Jorge</strong>. O texto está publicado na obra coletiva “<strong>OS DIAS DA PESTE</strong>”, Portugal: PEN CLUBE PORTUGUÊS, Ed. Gradiva (2021). Organização pelas escritoras Professora Doutora Teresa Martins Marques e Professora Doutora Rosa Maria Fina. Lídia Jorge é escritora portuguesa, que ganhou há pouco tempo o prémio no Festival de Guadalajara, é inquestionavelmente uma voz singular e reconhecida no panorama da literatura portuguesa contemporânea. Ela nasceu em Loulé, Boliqueime, 18 de junho de 1946. É uma escritora portuguesa a quem foram atribuídos, entre outros, o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura (2014); o Prémio Jean Monet de Literatura Europeia, Escritor Europeu do Ano (2000); Albatroz, Prémio Internacional de Literatura da Fundação Günter Grass (2006); Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores (2002); o Grande Prémio de Literatura dst (2019); e o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas de Guadalajara (2020). Últimamente, no dia 15 de setembro de 2021, foi criada a Cátedra Lídia Jorge na Universidade de Genebra na Suíça, com a realização de um Colóquio Internacional intitulado: “<em>O PODER DA IMAGEM NA OBRA DE LĺDIA JORGE</em>”.</p> <p>***</p> <p><strong>مِيزِرِير (يَعْنِي بِاللُّغَة العَرِبِيَّة اِرْحَمْنِي) هِي قَصِيدَة شِعْرِية لِلْكَاتِبَة البُرْتُغَالِيَّة لِيدِيَا جُورْجْ. لَقَدْ نُشِر النّص فِي الكِتَاب الذِي هُوَ تَحْتَ عُنْوَان " أَيّام الطَّاعُون"، تَم طَبْعُه حَدِيثًا فِي البُرْتُغَال، مِنْ طَرَف المُؤَسَّسَة الأَدَبِيّة الثَّقَافِيَّة البُرْتُغَالِيَّة ، دَار النَّشْر غْرَادِيفَا (2021 ). حَيْثُ قام بتنظيمه الأسْتَاذَة الدُّكْتُورَة تيِرِيزَا مَارْتِينِز مَارْكِيشْ وَ الأُسْتَاذَة الدُّكْتُورَة رُوزَا مَارِيَا فِينَا. لَقَدْ حَصَلَتْ لِيدِيَا جُورْجْ مُؤَخَّرًا عَلَى الجَائِزَة فِي مِهْرَجَان غُوَادَالَاخَارَا، حَيْثُ تُعْتَبَر كَصَوْت فَرِيد مِنْ نَوْعِه فِي بَانُورَامَا الأَدَب البُرْتُغَالِيّ المُعَاصِر. ولدت لِيدِيَا جُورْجْ بِلُولِي فِي 18 يُونْيُو 1946، حَيْثُ حَصَلَت عَلَى عِدَّة جَوَائِز مِنْهَا: الجَائِزَة البُرْتُغَالِيَّة الإِسْبَانِيَة لِلْفَنّ وَ الثَّقَافَة (2014)؛ جَائِزَة جَان مُونِيه لِلأَدَب الأُورُبِّي لِسَنَة (2000)؛ جَائِزَة أَلْبَاتْرُوس لِلأَدَب لِمُؤَسَّسَة غُونْتْر غْرَاسْ (2006)؛ الجَائِزَة الكُبْرَى لِجَمْعِيَّة الكُتَّاب البُرْتُغَال (2002)؛ الجَائِزَة الكُبْرَى للأَدَب (2019)؛جَائِزَة الأَدَب لِلُّغَات الرُّومَانِيَّة فِي مِهْرَجَان غُوَادَالَاخَارَا (2020). تَمَّ مُؤَخَّرًا إِنْشَاء كُرْسِيّ لِيدِيَا جُورْجْ فِي جَامِعَة جِنِيف بِسْوِيسْرَا، حَيْثُ أُقِيمَ الاِفْتِتَاح يَوْم 15 شُتَنْبِر 2021 وَذَلِكَ بِنَدْوَة دُوَلِيَّة تَحْتَ عُنْوَان "قُوَّة الصُّورَة فِي مُؤَلَّفَات لِيدِيَا جُورْجْ".</strong></p> <p>***</p> <p><strong>اللِّي عُنْوَانُه " أيَّامْ الطَّاعُون"، تَمّْ طَبْعُه حَاليًا فِي البُرْتُغَال، مِنْ طَرَف المُؤَسَّسَة الأَدَبِيّة الثَّقَافِيَّة البُرْتُغَالِيَّة ، دَار النَّشْر غْرَادِيفَا (2021 ). حَيثْ قام بتنظيمه الأسْتَاذَة الدُّكْتُورَة تيِرِيزَا مَارْتِينِز مَارْكِيشْ وَ الأُسْتَاذَة الدُّكْتُورَة رُوزَا مَارِيَا فِينَا. حَصْلَتْ لِيدِيَا جُورْجْ مُؤَخَّرًا عَلَى الجَائِزَة فِي مِهْرَجَان غُوَادَالَاخَارَا، حيْثْ كَتَعْتَبَر كَصَوْت فَرِيد مِنْ نَوْعِه فِي مَجَالْ الأَدَب البُرْتُغَالِيّ المُعَاصِر. تْوَلْدَتْ لِيدِيَا جُورْجْ بِلُولِي فِي 18 يُونْيُو 1946، حَيْث حَصْلَت عَلَى عِدَّة جَوَائِز مِنْهَا: الجَائِزَة البُرْتُغَالِيَّة الإِسْبَانِيَة لِلْفَنّ وَ الثَّقَافَة (2014)؛ جَائِزَة جَان مُونِيه لِلأَدَب الأُورُبِّي لِسَنَة (2000)؛ جَائِزَة أَلْبَاتْرُوس لِلأَدَب لِمُؤَسَّسَة غُونْتْر غْرَاسْ (2006)؛ الجَائِزَة الكُبْرَى لِجَمْعِيَّة الكُتَّاب البُرْتُغَال (2002)؛ الجَائِزَة الكُبْرَى للأَدَب (2019)؛جَائِزَة الأَدَب لِلُّغَات الرُّومَانِيَّة فِي مِهْرَجَان غُوَادَالَاخَارَا (2020). تَمّْ فَي الوَقْت الحَالِي إِنْشَاء كُرْسِيّ لِيدِيَا جُورْجْ فِي جَامِعَة جِنِيف بِسْوِيسْرَا، وَ تْقَامْ الاِفْتِتَاح يَوْم 15 شُتَنْبِر 2021 وَذَلِكَ بِنَدْوَة دُوَلِيَّة تَحْتَ عُنْوَان "قُوَّة صُورَة الخَيَال فِي مُؤَلَّفَات لِيدِيَا جُورْجْ".</strong></p> <p><strong>Video da poesia disponível aqui: <a title="Video" href="https://www.youtube.com/watch?v=pIGnxWpSOwk">https://www.youtube.com/watch?v=pIGnxWpSOwk</a></strong></p> Nadia Tadlaoui Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 424 430 Onghoshi yefufu: O leão de juba sobrepujante https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/547 <p>Oshikwanyama (Cuanhama) (R.21) é uma língua transfronteiriça, falada por cerca de 800 000 falantes, nas Repúblicas de Angola e da Namíbia, a sul/sudoeste do continente africano, pelo povo ovakwanyama (Cuanhama). Oshikwanyama é uma língua da família banto, e integra o também referido como Complexo Linguístico Oshiwambo constituído por 12 línguas, a saber: Oshikwanyama, Oshivale, Oshimbadja, Oshindonga, Oshikafima, Oshidombodola, Kwambi, Kolonghadhi, Ngadjela, Kwaruudhi, Mbalanhu, Kolonkadhi, unidas por uma cadeia de inteligibilidade mútua. O povo Kwanyama possui uma gastronomia diversificada, tendo como pratos típicos: <strong>oshifima, odjove, evanda, ombidi, etanga, omakunde, oshuungu e omafuma</strong>, e bebidas, tais como <strong>oshikundu, omaongo, omalodu, ombike</strong><strong>, oshinwa, nomeva okomako</strong>.Entre as festas populares deste povo destacam-se ekululo, epasha, efundula. As mulheres kwanyamas distinguem-se pelo uso do traje <strong>ODELELA.</strong></p> <p>***</p> <p>Oshikwanyama (Cuanhama R21) elaka hali popiwa kovakwanyama, ovanhu taa fekelwa va fika pomayovi omafele a tano na atatu (800 000) koilongo ivali yaAngola na Namibia, kolukadi le nenedu laAfrika. Oshikwanyama elaka lo mongudu yomalaka ovabanhu (banto), na unene tuu, lo moshitai shomalaka (12) ovawambo (ambós) ngaashi taa landula: Oshikwanyama, Oshivale, Oshimbadja, Oshindonga, Oshikafima, Oshidombodola, Kwambi, Kolonghadhi, Ngadjela, Kwaruudhi, Mbalanhu, Kolonkadhi. Ngueenge tashi uya koi(na)kuliwa, moukwanyama oto hangemo odjove, evanda, ombidi, etanga, omakunde, oshuungu e omafuma. Ile koi(na)kunuwa, moukwanyama oto mono mo oshikundu, omaongo, omalodu, ombike, oshinwa, nomeva okomako. Ovakwanyama ohava dana oivilo yafimana ngaashi Ekululo, Epasha, nEfundula. ODELELA oshidjalomwa shafimana hashi djalwa naunene koomeme.</p> <p>Video disponível aqui: <a title="video" href="https://www.youtube.com/watch?v=RsGpOpFQiIs">https://www.youtube.com/watch?v=RsGpOpFQiIs</a></p> José Evaristo Kondja Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 431 435 O sangue Puri da terra: Axe Krim Puri https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/701 <p>Xamum he iñan yamoeni ando takayakama txahena. Day kaya ando ñamankohu agahon axe maxena ando ikamele lay, xamum ando kemun day bokintam prika.Axe ando he metlonma agahon ando pa kandlona.</p> Txâma Xambé Puri Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 436 437 Poemas angolanas https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/801 <p>O texto poético carrega efeitos figurativos e estilisticos que embelezam a arte.</p> Benjamim Joaquim Muanauta Marouf Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 438 440 Barãbarã: Sutú aiby ybá ande aiby Radá * Árvore da vida e do mundo https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/726 <p>Poesia no dialeto Dzubukuá-kipea-Kariri (um dos quatro dialetos da família linguística Kariri – Dzubukuá (Kariri), Kippeá (Kiriri), Sapuyá e Kamuru – do tronco linguístico Macro-Jê). O dialeto Dzubukuá-kipea-Kariri foi coletado pelo Frei Luís Vicêncio Mamiani (italiano) em 1699. Língua étnica resistente a mais de 263 anos. Reúne na retomada linguística pessoas estudiosas e falantes nativos apesar da proibição linguística que afetam os povos nativos desde 1758. Língua falada entre a etnia Kariri-Xocó em Alagoas e difundia para indivíduos e núcleos étnicos das diversas nações Kariri, vivendo dispersos em diversas cidades brasileiras em áreas urbanas pelo trabalho da nossa dubo-heri (mestra) Kariri-Xocó. Agradecimento pelo trabalho promovido pela nossa dubo-heri (mestra) Idiane Crudzá Kariri-Xocó, dubo-heri Kawrã e ao guardião da língua Kariri-kipea Nunes Nheneti.</p> <p>***</p> <p>Poésie dans le dialecte Dzubukuá-kipea-Kariri (un des quatre dialectes de la famille linguistique Kariri – Dzubukuá (Kariri), Kippeá (Kiriri), Sapuyá et Kamuru – du tronc linguistique Macro-Jê). Le dialecte Dzubukuá-kipea-Kariri a été recueilli par le frère Luís Vicencio Mamiani (italien) en 1699. Langue ethnique résistante pendant plus de 263 ans. Il rassemble des érudits et des locuteurs natifs dans la récupération linguistique malgré l'interdit linguistique qui affecte les peuples autochtones depuis 1758. Langue parlée au sein de l'ethnie Kariri-Xocó à Alagoas et s'est propagée aux individus et groupes ethniques des différentes nations Kariri, vivant dispersés dans plusieurs Villes brésiliennes dans les zones urbaines pour le travail de notre dubo-heri (maître) Kariri-Xocó. Merci pour le travail promu par notre dubo-heri (maître) Idiane Crudzá Kariri-Xocó, dubo-heri Kawrã et le gardien de la langue Kariri-kipea Nunes Nheneti.</p> <p>Vídeo disponível aqui : <a title="vídeo" href="https://www.youtube.com/watch?v=oWPKJ3Tmc-0">https://www.youtube.com/watch?v=oWPKJ3Tmc-0</a></p> Marleide Quixelô Kariri Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 441 444 O Crepúsculo https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/664 <p>O texto que se segue é um conjunto de poemas de temáticas variadas que vão desde os sentimentos de nostalgia às tendências de futuro a partir de cosmovisão africana. As lutas de Mulherismo africano aparece e transparece no “Ami i fala” exprimida com amor e clamor. A presente lavra revelou com sensibilidade a impaciência de mulher, várias mulheres que sofrendo gemedora em cada amanhecer solta gritos inofensivos a plenos pulmões. “Mama-Afrika” é nestes poemas uma mãe de dois seios que integra a ecologia do seu colo uma multiplicidade de vidas, saberes, formas de vida. Mãe sofredora que viu partir os seus filhos acorrentados nos navios negreiros e não resistiu a descida das lagrimas pungentes. Pode-se vislumbrar a nostalgia da terra primordial e sagrada, a vastidão do solo africano com paisagens amenas. O que eleva a autoestima dos seus descendentes. Deve-se esperar pouco das rimas nesses poemas, estão nestas composições jogo de palavras e dança de ideias. São poemas sem rimas. Mas com versos emitidos com ondas de emoções e de alto valor semântico. O lúdico, o idílico a lembrança de tempos passados colaboram para o chamamento da “Purmeru tchuba” (Chuva serôdia) com promessa de dá-la por oferenda um pano de cor preto. “N´dale Ká” denuncia o gato que rouba numa plena alegoria aos colonizadores que roubaram da África como dos atuais políticos africanos desinteressados com a filosofia de Ubuntu do povo sofredor. A corporeidade ganha notoriedade no título “Nha kurpu”, a sacralidade do corpo enquanto carne herdado por uma alma ancestral desde a natividade quando a carne ainda era crua. A oralidade “Palabra” e o sagrado “Kusas malgosadus” foram apresentadas como estando em crise misturadas com a chegada de coronavírus sobretudo na sociedade guineense como uma cólera, pelo que foi evocado a “speransa di pobu” como o que prevalecerá no tempo vindouro quando resplandecer o sol.</p> <p>***</p> <p>El siguiente texto es un conjunto de poemas con temáticas variadas, que van desde sentimientos de nostalgia hasta tendencias futuras basadas en una cosmovisión africana. Las luchas del Womanism africano aparecen y aparecen en el “Ami i Fala” expresadas con amor y clamor. La mina actual reveló con sensibilidad la impaciencia de una mujer, varias mujeres que, sufriendo un gemido en cada amanecer, gritan inofensivamente a todo pulmón. “Mama-Afrika” es, en estos poemas, una madre de dos pechos que integra la ecología de su regazo con una multiplicidad de vidas, conocimientos, formas de vida. Madre sufriente que vio a sus hijos encadenados en los barcos de esclavos partir y no pudo resistir el descenso de lágrimas punzantes. Se puede vislumbrar la nostalgia de la tierra primordial y sagrada, la inmensidad del suelo africano con paisajes suaves. Lo que eleva la autoestima de sus descendientes. Poco se puede esperar de las rimas en estos poemas, composiciones de palabras y danza de ideas en estas composiciones. Son poemas sin rima. Pero con versos emitidos con oleadas de emociones y de alto valor semántico. Lo lúdico, lo idílico, el recuerdo de épocas pasadas colaboran para la llamada del “Purmeru tchuba” (Loud Rain) con la promesa de regalarlo ofreciendo un paño negro. "N´dale Ká" denuncia el gato que roba en plena alegoría a los colonizadores que robaron de África como de los actuales políticos africanos desinteresados ​​de la filosofía Ubuntu del pueblo que sufre. La corporeidad gana notoriedad en el título “Nha kurpu”, la sacralidad del cuerpo como carne heredada por un alma ancestral desde el nacimiento cuando la carne aún estaba cruda. La oralidad “Palabra” y lo sagrado “Kusas malgosadus” se presentaron como en crisis mezclada con la llegada del coronavirus, especialmente en la sociedad guineana como cólera, por lo que se evocó la “speransa di pobu” como la que prevalecerá en el tiempo por venir cuando brille el sol.</p> Galileu Gomes Indi Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 445 455 A sedenta identidade do poeta https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/674 <p>É uma poesia que declama o amor à arte literária do autor. Para além disso, o texto apresenta momentos de inspiração imaginária da arte poética. </p> Davi dos Santos Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 456 458 Rainha d'nôs Kultura https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/572 <p>Sou músico e compositor de mornas – género puramente cabo-verdiano/Africano e pretendo concorrer ao lançamento de uma composição de minha autoria. Trata-se de uma homenagem à morna, género que expressa o sentimento do crioulo cabo-verdiano, descrevendo, também, a natureza que o rodeia, as suas gentes, os dissabores da emigração, entre outros temas. A letra desta morna descreve a sua condição de “rainha da nossa cultura”, comparando-a com a natureza, bandeira e vivência. Estabelece a necessidade de cantá-la para o seu amor e tocá-la no seu piano, numa relação de intimidade. Promete cantá-la a vida toda e ser ninado por ela no momento do seu sepultamento, pois a morna é uma música de ninar.</p> <p>***</p> <p>Mi ê músico e compositor de morna – género puramente cab-verdiane/Africane e um ta pretende concorre a lançamente de um composição de nha autoria. Ta trata de um homenagem à morna, género que ta expressá sentimente de criol cab-verdiane, ta descrevê, tambê, natureza que ta rodial, sis gente, maltrate de imigração, e otes tema. Esse letra desse morna ta descrevê sê condição de “rainha de nôs cultura”, e te comparal qu’natureza, bandera e vivência. El ta mostrá necessidade de cantal pa sê amor e tocal na sê pione, num relação de intimidade. El ta prometê cantal pa vida toda e ser ninod pa el na momente de sê enterr, porque morna ê um música de niná.</p> <p>A música está disponível aqui: <a title="Video/música" href="https://www.youtube.com/watch?v=VqHM9ASxZTs">https://www.youtube.com/watch?v=VqHM9ASxZTs</a></p> Silas Abner dos Reis Lopes Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 459 461 O lobo e a lebre na época da fome https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/633 <p>Crescemos numa sociedade em que os valores culturais são preservados por meio da transmissão dos conhecimentos, das experiências, dos costumes e das crenças dos mais velhos para os mais novos de modo oral. Uma das formas de transmissão de tais valores se realiza pela narração das fábulas. Dadas as características deste gênero literário, consegue-se entreter, educar, sensibilizar, incentivar, ensinar (sobre a ética, o moral, os direitos, as obrigações e os deveres nas comunidades guineenses). Este texto, portanto, objetiva divulgar uma das riquezas da cultura guineense, a fabula ‘<em>’Lubu ku Lebre na tempu di fomi</em>‘’ e conserva-la no formato escrito, para que seja aproveitada pela geração atual e a vindoura. Entendemos que o costume de narração de fábulas para as crianças deixou de ser frequente nos lares das famílias, fato que coloca em risco a conservação desta cultura importantíssima. Na Guiné-Bissau é comum encontrar os personagens ficcionais ‘<em>’Lubu ku Lebre</em>’’ nas estórias contadas para as crianças, entretanto, as narrativas colocam sempre o<em> lubu</em> (lobo) como o vilão e a lebre além de herói, é sempre mais inteligente. Salientamos que, a maioria das fabulas não têm uma autoria marcada uma vez que foram repassadas oralmente de geração para geração, como é o caso desta narrativa.</p> <p>Nous avons grandi dans une culture où les valeurs culturelles sont préservées par la transmission orale des connaissances, des expériences, des coutumes et des croyances des personnes âgées aux plus jeunes. L'une des manières dont ces valeurs sont transmises est la narration des fables. Compte tenu des caractéristiques de ce genre littéraire, il est possible de divertir, d'éduquer, de sensibiliser, d'encourager, d'enseigner (sur l'éthique, la morale, les droits, les obligations et les devoirs dans les communautés guinéennes). Ce texte vise donc à révéler l’une des richesses de la culture guinéenne, la fable “<em>Lubu ku Lebre na tempu di fomi</em>” et à la conserver sous forme écrite, afin qu’elle puisse être utilisée par la génération actuelle et la prochaine génération. Nous comprenons que la coutume de raconter des fables pour les enfants n'est plus fréquente dans les foyers des familles, ce qui met en péril la conservation de cette culture très importante. En Guinée-Bissau, il est courant de trouver des personnages de fiction “<em>Lubu ku Lebre</em>” dans les histoires racontées aux enfants, cependant, les récits mettent toujours <em>Lubu</em> (loup) comme le méchant et le lièvre en plus d'être un héros, il est toujours plus intelligent. Nous soulignons que la plupart des fables n'ont pas de paternité marquée puisqu'elles ont été transmises oralement de génération en génération, comme c'est le cas de ce récit.</p> Alfa dos Santos Silom João Eusébio Imabatene Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 510 514 Crônica de Arune Valy: “Missangas e as missangueiras” https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/550 <p>A crônica de rune valy aborda as culturas e tradições do povo de Moçambique. É uma crônica que se aproxima da educação tradicional local estabelecendo as relaçãoes entre a cultura e as tradições locais. O Valy é jornalista da Rádio Moçambique e tem produzido várias crônicas nessa linha literária.</p> Arune Valy Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 515 517 Apresentação https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/790 Manuel da Silva Domingos Alexandre António Timbane Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 1 15 Afinal, o que é Língua Brasileira de Sinais? Aspectos teóricos e introdutórios https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/789 <p>A Libras é uma língua natural, visual-espacial, materna para comunidade surda que utiliza na sua comunicação os sinais. É uma língua com estrutura gramatical própria, autônoma, com uma cultura própria falada no Brasil. Por essa razão, a Libras é um poderoso símbolo de identidade para surdos, em parte por causa da luta para encontrar sua identidade em um mundo ouvinte que tradicionalmente tem desprezado sua língua e negado a sua cultura (PEREIRA, 2011, p.35). O ensino-aprendizagem da Libras é recente (Lei Federal 5.626/2005) porque a comunidade surda foi sempre excluída, desprezada e impedida de progredir social, econômico, político e intelectualmente pela sociedade. Esta exclusão do surdo é quase mundial, havendo necessidade de desenvolvimento de ‘políticas públicas e linguísticas’ (TIMBANE &amp; VICENTE, 2019) que atinjam o surdo. A Libras, sendo uma língua natural apresenta um sistema linguístico coeso que permite a comunicação plena, embora os falantes sejam excluídos e compreendidos como deficientes (QUADROS &amp; KARNOPP, 2004). Foi a partir da Lei Federal nº10.436/2002 que o Brasil tomou consciência do ensino, difusão e valorização desta língua. Os brasileiros resistem na implementação da Lei Federal nº 10.436/2002 de tal forma que foi necessário que cada Município crie uma lei local para pressionar a implementação da Lei Federal. O município de São Francisco de Conde criou a Lei Municipal n.540/2018 para que se cumpra a Lei Federal. Essa lei visa impulsionar o cumprimento dos preceitos da Lei Federal, porque em muitos momentos, as leis ficam no papel sem que haja o cumprimento nem a supervisão do cumprimento.</p> <p>LINK DO VIDEO - LINGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS): <strong style="font-size: 0.875rem;"><a title="video" href="https://www.youtube.com/watch?v=2Y4c8bl-n9w">https://www.youtube.com/watch?v=2Y4c8bl-n9w</a></strong></p> Everton Pereira da Silva Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 518 519 O alfabeto da Língua Brasileira de Sinais (Libras): uma introdução https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/788 <p>Ensinar e divulgar a Libras e sua cultura é proporcionar a inclusão (BRASIL, Lei Federal n. 5.626/2005), é ser humanista e é, sem sombra de dúvidas, imergir num mundo cultural bem diferente. Se conhecemos o outro, então fica fácil lidar com ele e compreendê-lo de forma plena. A motivação para a presente pesquisa se prende com o fato de que a Libras é a língua oficial da Cidade de São Francisco do Conde (BA), segundo Lei Municipal nº 540/2018. Sendo oficial, é importante que a Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), a sociedade civil sanfranciscana apoiem essa política para que cada vez mais possamos contribuir para a melhoria da sociabilidade no município. Aprender uma língua é ao mesmo tempo aprender a cultura de um povo (CAMARA JR., 1955), então o ensino constitui um momento de aprendizagem da cultura surda que ainda é pouco conhecida e compreendida pela sociedade. A Libras, segundo Carmozine e Noronha (2012), recebeu a primeira consideração por meio da Declaração Universal de Direitos Linguísticos (1996), tendo em 2002, o Brasil ter promulgado a Lei nº 10.436, Lei que reconheceu a Libras como a Língua Oficial do Brasil. Essa decisão é da política linguística e o ensino que está decorrendo nas escolas municipais está no âmbito do planejamento.</p> <p>LINK DO VIDEO NA LINGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS)<strong>: </strong><a title="Video" href="https://www.youtube.com/watch?v=H32JXy-eLHU">https://www.youtube.com/watch?v=H32JXy-eLHU</a></p> Everton Pereira da Silva Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 520 521 História concisa das escritas das línguas de sinais https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/article/view/787 <p>A escrita pode ser definida como a representação dos sons da fala, todavia, ao considerarmos as línguas de sinais, a escrita passa então a estampar os parâmetros formadores dos sinais. Sendo eles: configuração de mão, orientação da palma, ponto de articulação, movimento e expressões não manuais. O presente trabalho tem como objetivo relatar uma síntese sobre as diferentes propostas de escritas em utilização em nossa sociedade, assim como aquelas que caíram em desuso, mas que, serviram como base para a elaboração daquelas que as sucederam. Logo, apresentamos em ordem cronológica de forma concisa: i) seus idealizadores, ii) seu ano de criação, iii) seus objetivos, iv) locais de utilização e por fim, v) uma singela discussão da importância da escrita para a comunidade surda e para o processo de ensino-aprendizado do indivíduo surdo. Assim, defendemos a concepção de que a escrita pode: a) contribuir para a aprendizagem de uma língua, b) possibilita uma comunidade se expressar em sua própria língua, c) registrar a língua em uma modalidade que possibilita sua conservação, dentre outras. Apesar de não termos uma escrita regulamentada para as línguas de sinais, o desejo de se escrever na supramencionada língua não é recente, logo, defendemos seu valor não apenas para a representação da língua, mas também para seu uso em sala de aula, auxiliando no processo de ensino-aprendizado, seja como primeira ou segunda língua.</p> <p><strong>LINK DO VIDEO NA LINGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS): </strong><a title="Link do vídeo em Libras" href="https://www.youtube.com/watch?v=VIQVpZRnJrg">https://www.youtube.com/watch?v=VIQVpZRnJrg</a></p> Leandro Andrade Fernandes Copyright (c) 2021 NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-10-01 2021-10-01 1 2 522 523