Quando Tiê Virou Melodia: uma radiobiografia de Dona Ivone Lara

  • Elaine Gonzaga Oliveira UFG

Resumo

As mulheres negras sempre estiveram presentes no processo de formação da cultura brasileira. Literatura, teatro, cinema, artes plásticas e música. Suas presenças, porém, acabam reduzidas ao âmbito de suas comunidades imediatas, como a família, vizinhança e amigos. Suas produções são pouco disseminadas e analisadas. No campo da música, algumas dessas mulheres negras são verdadeiras guardiãs das tradições orais da musicalidade negra. Mesmo se deslocando e se expressando dentro de ambientes racistas e patriarcais, elas mantêm vivas as memórias por meio da força de suas músicas e, ainda, se tornando pilares de sustentação da ancestralidade. Dona Ivone Lara é uma dessas mulheres. Filha de uma cantora e de um violonista, traz a arte dentro de si. Sua genialidade fez com que ela disseminasse, mesmo que tardiamente, sua música por todo mundo e deixasse de ser Yvonne, a prima de Fuleiro, esposa de Oscar, para se tornar a Dona Ivone Lara, a Dona da Melodia. Voa, Tiê!
Publicado
2018-06-28
Como Citar
OLIVEIRA, Elaine Gonzaga. Quando Tiê Virou Melodia: uma radiobiografia de Dona Ivone Lara. Rebeh - Revista Brasileira de Estudos da Homocultura, [S.l.], v. 1, n. 02, p. 93-105, june 2018. ISSN 2595-3206. Disponível em: <http://revistas.unilab.edu.br/index.php/rebeh/article/view/117>. Acesso em: 21 aug. 2018.
Seção
Tessituras Artísticas