• Diversidade Linguística, Ensino e Aprendizagem: Experiências e Desafios
    v. 3 n. 1 (2019)
    Concebemos a sala de aula como um lócus de transformação de práticas sociais, pois nela se configuram múltiplos tipos de relações que, certamente, interferem em algum grau na metodologia adotada pelo docente, nos seus ajustes e na sua maneira de lidar com os processos de Ensino e Aprendizagem e, por que não dizer na formação histórica, social e cognitiva dos sujeitos envolvidos? Sendo assim, acreditamos que o texto, ora materializado nas obras literárias, ora manifestando-se em diferentes gêneros discursivos, funcionam como gatilho para a formação crítica do sujeito, mas quem são os responsáveis por isso? Até que ponto o docente pode estimular o debate sobre as diferenças, o preconceito e a (in)tolerância e tornar a sua prática um elo transformador? Antes de tudo é preciso ter ciência que somos e falamos diferente uns dos outros, somos e nos expressamos pela diversidade linguística. Entendemos por diversidade linguística como os diferentes modos de uso da língua,  assim,  uma sala de aula pode abrigar alunos que usam a mesma língua, mas se expressam de modos diferentes, em decorrência da suas etnias, comunidades  que pertencem, conhecimento metalinguístico já internalizado, gênero, deficiência, entre outros aspectos importantes, que vão fazer com que o professor, diante de sua missão de ensinar, precise (re)aprender novas formas de orientar os discentes . Diante disso, esta edição da revista Mandinga contempla artigos  sobre  as experiências e desafios do processo de ensino e aprendizagem em contextos de diversidade linguística, assim como discute sobre a imprtância de se ter uma visão crítica sobre as práticas sociais e pedagógicas para que possamos estreitar a ponte entre ciência e p´rática.